<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal do Handebol &#187; Lucas Leonardo</title>
	<atom:link href="http://portaldohandebol.com/blog/index.php/category/colunas/lucas-leonardo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://portaldohandebol.com/blog</link>
	<description>Aqui o handebol acontece!</description>
	<lastBuildDate>Sat, 24 Dec 2011 13:41:53 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.3</generator>
		<item>
		<title>O Handebol precisa se auto-promover. Divulga Handebol @TiagoLeifert</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/07/o-handebol-precisa-se-auto-promover-divulga-handebol-tiagoleifert/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/07/o-handebol-precisa-se-auto-promover-divulga-handebol-tiagoleifert/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 20:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Leonardo]]></category>
		<category><![CDATA[TOP]]></category>
		<category><![CDATA[#TiagoLeifertHandebol]]></category>
		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[http://twitter.com/TiagoLeifert]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogiadohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol.com]]></category>
		<category><![CDATA[twitter.com/handebol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://portaldohandebol.com/blog/?p=2341</guid>
		<description><![CDATA[O chamado ‘benchmark’ é uma importante estratégia de negócios...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Lucas.jpeg"><img class="size-full wp-image-1013   aligncenter" title="Lucas" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Lucas.jpeg" alt="" width="128" height="128" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O chamado ‘benchmark’ é uma importante estratégia de negócios. Entendendo esse conceito de maneira simples, seria como estudar estratégias utilizadas em outras áreas (ou mesmo por empresas concorrentes) de forma a criar novas iniciativas para a sua própria empresa.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem exemplos de ‘benchmark’ que são de fundamental necessidade de estudo, por parte dos dirigentes de nosso amado Handebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Gosto de citar sempre o caso do voleibol, um verdadeiro <em>“case</em> de sucesso”, pois, como uma modalidade de fraco poder televisivo (alguém sabe quanto tempo dura uma partida de vôlei? Não dá pra saber! E esse é um importante fator para a inserção de uma modalidade na grade televisiva) conseguiu essa inserção magnífica na mídia brasileira? Quais foram as iniciativas da CBV (confederação brasileira de voleibol) em relação às regras, organização de competições, aproximação com emissoras e TV e etc?</p>
<p style="text-align: justify;">A promoção da modalidade é fundamental para seu crescimento. No caso do handebol, temos que desmistificar o falso título de que é o “esporte mais praticado dentro das escolas” para oportunizar possibilidades para que o handebol pule os muros das escolas (ver texto do prof. Riler Silva Reverditto sobre o assunto <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/2008/09/10/o-handebol-precisa-pular-os-muros-da-escola/" target="_blank">clicando aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Falando em promoção (ou melhor, em auto-promoção), o Rugby (com certeza, ultimamente você deve ter tido contato com esse nome, de alguma forma) tem sindo uma importante fonte de ‘benchmark’.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi impressionante quando, ao ver televisão, me deparei com a seguinte peça publicitária:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/f5CEKBJziCc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/f5CEKBJziCc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisando na internet, encontrei esta outra peça publicitária sobre o Rugby brasileiro, por sinal, também muito interessante! Confiram:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/t4aTsp9opDA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/t4aTsp9opDA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Em mim, surgiu um misto de indgnação – com aquela sensação de “os caras estão saíndo na frente, daqui a pouco estou vendo rugby na TV mas ainda não estou vendo handebol – e felicidade – é muito bom ver empresas e confederações interessadas em divulgar novas modalidades esportivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Observando essas iniciativas percebo como o Handebol não tem sido merecidamente divulgado de forma a torná-lo forte dentro do Brasil. Mal se fala em nossa modalidade nos veículos de televisão, jornais impressos e mesmo em mídia digital.</p>
<p style="text-align: justify;">Não seria necessário que além do esforço que nós, pequenos divulgadores da modalidade, tentamos fazer, nossa confederação (<a href="http://www.ligahand.com.br/brasilhandebol/" target="_blank">CBHb</a>) não se esforçasse para que o handebol finalmente apareça?</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que há dificuldades, e muitas, em relação às questões financeiras na CBHb, porém, algumas atitudes simples, veiculada diretamente por ela, como, por exemplo, o reconhecimento de nós, pequenos divulgadores da modalidade, em sua estrutura oficial, já que criamos conteúdo para a divulgação da modalidade com certa frequência, qualidade e, principamente, empenho, já seria um bom início.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, divulgo agora uma ação iniciada pelo atleta Diogo Hubner no twitter (@<a rel="nofollow" href="http://twitter.com/DiogoHubner" target="_blank">DiogoHubner</a>) e que sugiro a todos que a continuem de forma frenética. Afinal, somos pequenos, mas somos o público amante do handebol e de forma gratuita já podemos auxiliar na auto-promoção de nossa modalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos, ao lerem esse artigo, escrevam em seus twitteres: “divulga #handebol @<a href="http://twitter.com/TiagoLeifert" target="_blank">TiagoLeifert</a>” pois assim quem sabe a modalidade não entra, de vez em quando, na pauta do Globo Esporte, quem sabe, ainda antes do Rugby, que vem sendo um belo exemplo de busca de inserção cultural no esporte brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveitem e sigam o “Pedagogia do Handebol” no twitter @<a href="http://twitter.com/pedagoghandebol" target="_blank">pedagoghandebol</a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços a todos!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/07/o-handebol-precisa-se-auto-promover-divulga-handebol-tiagoleifert/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um belo exemplo do cumprimento da lógica do jogo no handebol</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/07/um-belo-exemplo-do-cumprimento-da-logica-do-jogo-no-handebol/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/07/um-belo-exemplo-do-cumprimento-da-logica-do-jogo-no-handebol/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 03:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Leonardo]]></category>
		<category><![CDATA[TOP]]></category>
		<category><![CDATA[handball]]></category>
		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[porta do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol.com]]></category>
		<category><![CDATA[twitter.com/handebol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://portaldohandebol.com/blog/?p=2199</guid>
		<description><![CDATA[Já escrevi algumas vezes no site pedagogia do handebol sobre a lógica do jogo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Lucas.jpeg"><img class="size-full wp-image-1013   aligncenter" title="Lucas" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Lucas.jpeg" alt="" width="128" height="128" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Já escrevi algumas vezes no site pedagogia do handebol sobre a <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/?s=L%C3%B3gica+do+Jogo" target="_blank">lógica do jogo</a> de handebol e suas reflexões sobre os momentos ofensivos e defensivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo esse conceito, cumprir lógica é, com base em referências que orientam os atletas, conseguir fazer mais gols do que sofrer, tendo sempre como bom exemplo evitar um gol e imediatamente (ou o mais rápido possível – não estou falando de ter pressa para concluir uma jogada, hein?) fazer um gol, para assim, se obter a vantagem no placar.</p>
<p style="text-align: justify;">Formas de cumprir essa lógica, existem muitas, mas abaixo colocarei aquilo que considero o exemplo maior de como a lógica pode ser alcançada. Veja o vídeo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/L-AMa4US2GU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/L-AMa4US2GU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Sorte ou competência? A pergunta fica no ar, mas temos aí, sem dúvidas, um exemplo cabal do que é a essência do cumprimento da lógica do jogo de handebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensemos sobre o assunto!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/07/um-belo-exemplo-do-cumprimento-da-logica-do-jogo-no-handebol/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Considerações Didático-Pedagógicas para a Aprendizagem do Handebol através de Jogos</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/04/consideracoes-didatico-pedagogicas-para-a-aprendizagem-do-handebol-atraves-de-jogos/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/04/consideracoes-didatico-pedagogicas-para-a-aprendizagem-do-handebol-atraves-de-jogos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 14:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Leonardo]]></category>
		<category><![CDATA[TOP]]></category>
		<category><![CDATA[handball]]></category>
		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[handebol de areia]]></category>
		<category><![CDATA[porta do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol.com]]></category>
		<category><![CDATA[twitter.com/handebol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://portaldohandebol.com/blog/?p=1778</guid>
		<description><![CDATA[Inicio esse artigo trazendo algumas considerações importantes para quem utiliza o jogo como uma ferramenta de ensino, sistematizando jogos para que o processo de ensino-aprendizagem seja atingido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Artigo do site <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com" target="_blank">http://pedagogiadohandebol.wordpress.com</a></p>
<p style="text-align: justify;">Inicío este artigo trazendo algumas considerações importantes para quem utiliza o jogo como uma ferramenta de ensino, sistematizando jogos para que o processo de ensino-aprendizagem seja atingido.</p>
<p style="text-align: justify;">Abordarei aqui três principais etapas que devem ser respeitadas para que jogar seja capaz de ensinar.</p>
<p style="text-align: justify;">Chamarei de <em>conceito</em> o objetivo de aprendizagem que queremos atingir num determinado momento de nosso planejamento (pode se um fundamento técnico como um passe, um meio tático como as penetrações sucessivas, ou mesmo um determinado subssistema de jogo ofensivo ou defensivo, como uma defesa 3:3).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ETAPA 1 – Aprender sem saber que está aprendendo: aprendizagem incidental</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Considero que antes de explicar ao aluno o conceito circunstancialmente (fora do ambiente aplicado do jogo) como geralmente fazemos, devemos possibilitar que o aluno vivencie jogos que <em>potencializem</em> a aplicação desses conceitos circunscritamente (dentro do jogo) e que, inicialmente, busque a aprendizagem incidental desse conteúdo, ou seja, sem que o aluno saiba que está aprendendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo fato do aluno não saber exatamente o que deve fazer, o professor deve problematizar a atividade o tempo todo, dando dicas para que os alunos busquem entender como solucionar o problema principal do jogo. Mas cuidado: não responda o que fazer, apenas dê indicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Consideremos que temos a intenção de ensinar aos nossos alunos, num determinado período de nossos treinos/aulas, o conceito das penetrações sucessivas (engajamento). Pode-se sugerir, para isso, um jogo de <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/jogos-pedagogicos/jogo-de-alvos-centrais/" target="_blank">alvos centrais</a> no qual colocaremos as seguintes regras:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O jogo deve ser jogado no circulo central da quadra e nas cabeças dos garrafões da quadra de basquete.</li>
<li>O objetivo do jogo é saltar para dentro da área e <em>entregar em mãos</em> a bola ao companheiro-alvo que está no centro desses círculos e que deve ter sua área de atuação restrita a um arco colocado no chão (não podendo sair do arco para receber a bola).</li>
<li>A equipe de defende deve proteger o alvo, fechando as possibilidades da equipe que ataca penetrar para dentro da área através de um salto.</li>
<li>A equipe que ataca pode marcar pontos de duas formas:
<ul>
<li>1 ponto, se o jogador de ataque entregar a bola ao companheiro-alvo a partir de uma finta sobre seu adversário;</li>
<li>2 pontos se o atacante que saltar e entregar a bola ao companheiro-alvo penetrar na área adversária a partir da penetração num espaço vazio na defesa.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Apresentada a atividade, os alunos devem vivenciá-la e o professor deve orientar, dando dicas de como atingir a principal pontuação (penetrar num espaço vazio):</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>“É melhor atacar o defensor ou buscar um espaço vazio?”</li>
<li>“Será que se receber a bola parado você irá conseguir aproveitar algum espaço da defesa?”</li>
<li>“Vamos tentar pegar a bola em progressão, já estando em velocidade! Isso pode ajudar!”</li>
<li>“Devemos sair todos juntos do estado de repouso ou será que um inicia primeiro a ação e só depois o próximo jogador inicia seu deslocamento?”</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>ETAPA 2 – Apresentar o conceito que se quer ensinar: estimular a inteligência circunstancial e possibilitar a representação do conceito mentalmente</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Após ter vivido esses jogos de conceitos ainda dentro de um nível <em>potencial</em> (ou seja, ainda sem necessariamente garantir o acesso ao conceito que se quer ensinar, mas estimulando o aluno a atingir esse conceito pelos objetivos que a atividade propõe aos jogadores), é que se deve explicar circunstancialmente (de forma verbal, com pranchetas, lousas e etc..) o que é o conceito que se quer ensinar.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso se justifica pelo fato de que ao ser apresentado o conceito, o aluno tenderá a realizar “pontes” entre o conceito apresentado formalmente e o(s) jogos(s) até então jogado(s) por ele, fator que possibilita a representação mental do que se fala, como se o aluno jogasse o jogo em sua mente, e assim o conceito passado de forma circunstancial (fora do ambiente de jogo) passa a ser significado dentro do contexto dos jogos já realizados anteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">A etapa da <span style="text-decoration: underline;">representação</span> é muito importante para o ensino pelo jogo, afinal, quantas vezes não percebemos que nossos alunos executam uma determinada atividade oferecida sem entender para que ela realmente serve? Isso é muito comum quando consideramos que a simples explicação verbal é capaz de ensinar o aluno a realizar tal conceito em jogo. Porém, quando ele joga (e aprende incidentalmente) e depois conhece o determinado conceito, ele se tornará capaz de contextualizar o que foi explicado. Isso é a <em>representação</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ETAPA 3 – Aplicação direcionada do conceito: saber o que se deve fazer e aplicar em ambiente de jogo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Agora, tendo claro o conceito, sua estrutura e a forma de realizá-lo eficientemente, e tendo vivenciado jogos que possibilitem a significação desse conceito através da representação mental, pode, então, criar jogos de aplicação do conceito circunscrito ao jogo, permitindo agora um momento de aprendizagem no qual os alunos sabem realmente o que devem fazer para atingir o objetivo da atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">E esse jogo não necessita ser novo. Os mesmo jogos vividos anteriormente podem (e devem) ser novamente aplicados. A ideia é verificar se há melhora qualitativa do jogo, se os problemas se resolvem mais facilmente e se, agora, a comunicação entre os alunos são direcionadas para um mesmo objetivo tático.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, ao aplicar novamente o jogo de alvo central, com as mesmas regras, deverá ser observada, ainda que com alguns erros, a melhoria do nível de jogo dos alunos. Os erros são normais e aceitáveis sempre, afinal, mesmo tendo agora o aluno representado o que é melhor fazer no jogo, a partir do conceito apresentado fora do jogo, ele ainda não aplicou esse novo saber e, ocasionalmente, cometerá alguns erros.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que essas considerações didáticas possam ser incorporadas no dia-a-dia e ajudem todos a ter mais segurança para trabalhar com o jogo para ensinar handebol.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/04/consideracoes-didatico-pedagogicas-para-a-aprendizagem-do-handebol-atraves-de-jogos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Teoria do Jogo &#8211; O Estado de Jogo</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/03/teoria-do-jogo-o-estado-de-jogo/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/03/teoria-do-jogo-o-estado-de-jogo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 20:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Leonardo]]></category>
		<category><![CDATA[TOP]]></category>
		<category><![CDATA[handball]]></category>
		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[porta do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol.com]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://portaldohandebol.com/blog/?p=1493</guid>
		<description><![CDATA[Venho escrever sobre algo que vem sendo foco de meus estudos atuais (há pelo menos 1 ano, é verdade), que é a Lógica do Jogo, e no caso específico a lógica do jogo do handebol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Venho escrever sobre algo que vem sendo foco de meus estudos atuais (há pelo menos 1 ano, é verdade), que é a Lógica do Jogo, e no caso específico a lógica do jogo do handebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo iniciou com conversas com o Prof. Rodrigo Leitão (um grande estudioso do jogo) em que ele me instigou muito sobre isso, me deixando com muita curiosidade de investir no estudo desse assunto, que rapidamente me levou à transferência desse conhecimento para o ensino do handebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é segredo para quem acessa esse site que considero o Jogo o principal meio de ensino contextual do handebol, pois é através do jogo que o aluno/atleta condiciona-se a responder às imprevisíveis necessidades que o jogo lhe exige quando atua numa partida. <img src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" />Existem muitas outras justificativas que me fizeram perceber no jogo um ambiente suficientemente capaz de garantir aprendizagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/tag/teoria-do-jogo/" target="_blank">Clicando aqui </a>você terá acesso aos principais textos que falam sobre a importância do jogo no processo de ensino publicados no site Pedagogia do Handebol, parceiro do Portal do Handebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas das questões que sempre ouço quando realizo cursos e palestras (ou mesmo quando converso com companheiros de trabalho que não se sentem totalmente à vontade com o jogo enquanto meio de ensino) têm como eixos principais as seguintes dúvidas: &#8220;Como é que você tem certeza de que com o jogo o aluno/atleta aprende algo?&#8221; ou então &#8220;Você quer me dizer que se eu dou um joguinho qualquer meu aluno aprende mais do que se eu ensiná-lo como fazer um gesto técnico repetindo e aprendendo o padrão motor desse gesto?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Minha resposta sempre é: &#8220;Depende!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Quando alguém me ouve falando que &#8220;depende&#8221; deve imaginar que nem sempre realizar atividades que sejam <em>descritas</em> como jogos é a melhor forma de ensinar, e essa impressão é realmente verdadeira, porém, isso não siginifica que considero que haja outras formas melhores, vou explicar melhor abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não basta, simplesmente, criar um joguinho e colocar seus alunos/atletas para jogar.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre isso, gosto muito de uma afirmação que o professor Alcides José Scaglia faz em sua Tese de Doutorado quando ele conceitua jogo:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Antes de iniciar qualquer reflexão sobre o jogo e suas teorias, quero adiantar que o fenômeno jogo será aqui estudado na perspectiva de ser esse um sistema complexo, em que seu ambiente (contexto) determinará o que é jogo e não jogo, evidenciando a predominância da subjetividade em detrimento da objetividade (o estado de jogo). E é com este sentido de totalidade e complexidade, inseridos num ambiente que lhe é próprio, que procuro entendê-lo. (SAGLIA, 2003, p. 49)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">O que ele quer dizer com isso? Vamos interpretar: ao dizer que o ambiente em que a atividade está inserida é que determina se essa atividade é jogo ou não, tendo ainda a dependência da predominância da subjetividade sobre a objetividade de quem joga, o autor nos mostra que mesmo que apliquemos uma atividade que se pareça com jogo, ela deve estar inserida no contexto em que a aplicamos, ou seja, deve ser significativa para quem joga e ainda deve garantir que ao jogar, nossos alunos/atletas tenham apenas no ato de jogar sua preocupação momentânea, prevalecendo o mundo do jogo sobre o mundo real (mesmo havendo conexões entre esses mundos). É o que Reverditto e Scaglia (2007) descrevem como o &#8220;jogo jogante&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso mesmo pessoal! Para jogar, nossos alunos/atletas devem atingir aquilo o que o professor Alcides Scaglia chama de &#8220;estado de jogo&#8221;, ou seja, o <em>jogar plenamente, </em>pois somente assim seremos capazes de garantir que ao jogar nosso aluno/atleta irá finalmente aprender. Tarefa nada simples para quem ensina o esporte, pois, se ao aplicar uma atividade que tenha &#8220;cara&#8221; de jogo, nosso aluno não jogar plenamente, ou mesmo se o jogo não for significativo para quem joga (não condiz com o contexto em que está inserido), não haverá aprendizado real. Por isso que sempre respondo: &#8220;depende!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Já passei alguns problemas com isso. Algumas aulas que aplico, às vezes, não leva as atletas com qual trabalho para o estado de jogo. É realmente um fator difícil de controlarmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando minhas aulas têm esse problema, costumo parar a aula (ou chamar de canto a atleta &#8211; pois trabalho com equipes femininas), conversar e entender o que está ocorrendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente há dois macro-fatores que levam a esse problema:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>A existência de algum problema extraquadra intervindo diretamente no dia de treino delas (já me deparei com pais em processo de separação, brigas com avós e tios, brigas internas entre as atletas, problemas na escola, algumas dúvidas sobre sexualidade e gênero &#8211; comum entre adolescentes &#8211; interferindo na entrega da aluna/atleta ao treino, entre outros fatores) que quando tratados de maneira aberta com o professor ou entre todos os colegas da equipe, possibilitam finalmente ao atleta <em>suspender-se </em>(mas não desligar-se) do mundo real (e seus problemas) e entrar no mundo do jogo.</li>
<li>Elas me dizem que acharam o jogo chato, muito fácil ou muito difícil, levando-me a adaptar as regras do jogo, garantindo que o jogo seja adequado ao contexto que o aplico, levando as atletas a finalmente atingirem o estado de jogo necessário para que a aula se desenvolva de maneira normal e satisfatória.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Logo, como eu já escrevi em um artigo do site Pedagogia do Handebol em abril/2008 (<a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/2008/04/14/basta-ser-jogo-o-jogo-na-pedagogia-do-esporte/" target="_blank">clique aqui para ler o artigo</a>), não basta ser jogo, pois ele deve ser significativo para quem o joga.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, destaco a necessidade de entendermos o jogo enquanto metodologia e para isso faz-se necessário entender como garantir o estado de jogo (o jogar plenamente).</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que esse texto introdutório mostre que não basta aplicar um atividade que se pareça com jogo para falarmos que ensinamos pelo jogo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">SCAGLIA, Alcides José. O <em>Futebol e os      jogos/brincadeiras de bola com os pés: todos semelhantes, todos      diferentes.</em> Tese (Doutorado) – Universidade Estadual de Campinas.      Faculdade de Educação Física, Campinas, 2003. [<a href="http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000313822" target="_blank">clique aqui</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">REVERDITO, Riller Silva &amp; SCAGLIA, Alcides José. <em>A gestão do processo organizacional do jogo: uma proposta metodológica para o ensino dos jogos coletivos.</em> In. <strong>Motriz</strong>, Rio Claro, v.13 n.1 p.51-63, jan./mar. 2007 [<a href="http://cecemca.rc.unesp.br/ojs/index.php/motriz/article/view/256/742" target="_blank">clique aqui</a>]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/03/teoria-do-jogo-o-estado-de-jogo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jogos Pedagógicos – Aprendizado de Cobertura Defensiva Zonal</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/02/jogos-pedagogicos-cobertuda-defensiva/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/02/jogos-pedagogicos-cobertuda-defensiva/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 12:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Leonardo]]></category>
		<category><![CDATA[TOP]]></category>
		<category><![CDATA[handball]]></category>
		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol.com]]></category>
		<category><![CDATA[twitter.com/handebol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://portaldohandebol.com/blog/?p=1208</guid>
		<description><![CDATA[O jogo a seguir tem por objetivo trabalhar um importante meio tático defensivo, típico da defesa zonal: a cobertura defensiva.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Artigo também disponível em <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com">http://pedagogiadohandebol.wordpress.com</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com"></a>O jogo a seguir tem por objetivo trabalhar um importante meio tático defensivo, típico da defesa zonal: a cobertura defensiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que ensinar a movimentação da cobertura de maneira analítica de forma a fazer alunos/atletas simplesmente ‘decorar’ uma sequência de deslocamentos, através do jogo é possível fazê-los vivenciar a necessidade de realizar a cobertura por orientação do cumprimento da lógica do jogo (não sofrer mais gols do que faz), característica que deve ser o verdadeiro objetivo pedagógico do ensino desse meio tático defensivo tão importante para a orientação defensiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos a seguir, a figura base do jogo:</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2009/11/matriz-jogo-zona-x-espacos-vazios_1.png?w=500&amp;h=410" alt="Matriz Jogo Zona x Espaços Vazios_1" width="500" height="410" /></p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos observar, a proposta é de um jogo de (3+goleiro)x3 em meia quadra.</p>
<p style="text-align: justify;">Para essa estrutura, são colocados 7 cones, que orientam o jogo para seu cumprimento, de forma que é possível marcar pontos de duas formas:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Caso o atacante com bola passe por um dos espaços entre os cones que esteja sendo defendido por um jogador de defesa e depois disso, ele fizer o gol, o gol vale 1 ponto;</li>
<li style="text-align: justify;">Caso o atacante com bola passe por um dos espaços entre os cones que esteja sem nenhum defensor protegendo esse espaço e depois disso ele fizer o gol, ele ganha 2 pontos, mas já ganha 1 ponto pelo simples fato de passar pelo espaço vazio (sem marcadores protegendo).</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">São colocados 7 cones exatamente para que possamos criar 6 espaços para serem defendidos (o dobro do número de defensores), pois assim, dificilmente um jogador conseguirá cobrir dois espaços, necessitando que o jogador defensor adjacente preocupe-se em cobrir o espaço que fica vazio, para que não haja a entrada do jogador adversário mesmo que ele passe pelo seu marcador direto, conotando assim a necessidade de ser realizada cobertura, sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ser que inicialmente não haja o entendimento dos atletas para a importância da cobertura nesse jogo, porém, entra aí a <em>ação didática</em> do professor, orientando os alunos/atletas a pensarem sobre essa possibilidade de maneira <em>guiada, sem que as respostas ao problema sejam dadas</em> simplesmente pelo professor.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ensinar por jogos, muitas vezes faz-se necessário a repetição da realização do jogo algumas vezes para que finalmente haja a internalização do conceito vivido. Isso é muito mais válido para o processo de aprendizagem do que a aplicação simplificada de movimentações ‘táticas’ sem bola, pois jogando, há significado para a realização de cada resposta defensiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de um jogo eficiente para equipes que tenham bem definidos os conceitos básicos da defesa em zona.</p>
<p style="text-align: justify;">A opção pela linha de 9 metros é uma questão que depende da intenção do professor. Neste caso a ideia é orientar o ataque a jogar fora dos 9 metros e trabalhar com a defesa as preocupações básicas que se deve ter em defesas abertas, como a queda de um pivô e o deslize por trás da defesa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/02/jogos-pedagogicos-cobertuda-defensiva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um Fusca e o Handebol</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/01/um-fusca-e-o-handebol/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/01/um-fusca-e-o-handebol/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 14:28:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Leonardo]]></category>
		<category><![CDATA[handball]]></category>
		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[porta do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol.com]]></category>
		<category><![CDATA[twitter.com/handebol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://portaldohandebol.com/blog/?p=1129</guid>
		<description><![CDATA[Pois então direi a vocês o que um fusca e o handebol podem ter em comum.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: center; padding: 0px;"><em>Artigo dosponível também em </em><a style="color: #3c78a7; text-decoration: none; padding: 0px; margin: 0px;" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pedagogiadohandebol.wordpress.com');" href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/" target="_blank"><em>http://pedagogiadohandebol.wordpress.com</em></a></p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Curioso pelo título desse artigo?</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Pois então direi a vocês o que um fusca e o handebol podem ter em comum.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Dia 20/01/09  foi o dia nacional do fusca, onde fuscamaníacos de todo Brasil se reúnem para comemorar o dia, apreciar seus fusquinhas, trocar ideias, etc..</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Dia 20/01/09 também foi o dia em que eu participei de um evento chamado “Conheça o Handebol”, desenvolvido pela <a style="text-decoration: none; color: #265e15; border-bottom-color: #996633; border-bottom-width: 1px; border-bottom-style: dashed; padding: 0px; margin: 0px;" title="Associação Campineira de Handebol" href="http://www.handebolach.com.br/" target="_blank">Associação Campineira de Handebol</a> (A.C.H.) da qual eu participo como Coordenador Pedagógico.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Trata-se de um ambiente em que possibilitamos o acesso ao handebol e à formas jogadas da modalidade (atividades adaptadas e pré-desportivas) para crianças das mais variadas classes sociais, que interagem entre si.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Acredito, como destaca Wilton Santana em sua tese de mestrado, na possibilidade de ter no esporte, a partir de uma abordagem do professor responsável pelas aulas que busque a superação das diferenças, a discussão de temas que surgem nos momentos de aula<em>linkando</em>-os com assuntos como latrocínio, drogas, preconceitos (racial, de gênero, etc..), a possibilidade de desenvolver a moral da criança, fazendo-a perceber criticamente o ambiente em que vive e que existem possibilidades de superar problemas de forma ética e saudável.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;"><img class="aligncenter" title="Fusca" src="http://farm4.static.flickr.com/3153/2512817372_120dff63c8.jpg" alt="" width="500" height="298" /></p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">E o que isso tem a ver com fusca?</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Ao fim do festival, depois de discutir questões estruturais do projeto junto com a Presidente da A.C.H. ao chegar onde meu carro estava estacionado, para eu poder ir embora junto de minha namorada que também participa desse projeto, não encontrei mais meu fusquinha!</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Sim, fui vítima de furto!</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Observando a situação e procurando manter a calma, ouvi da Presidente da Associação algo que me tocou muito:</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">“É contra isso que trabalhamos!”</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Acredito muito que esse tipo de situação não deve ser encarada como uma punição única e exclusivamente, mas isso ocorre com propósitos de nos ensinar e mostrar caminhos a serem seguidos. Refletindo sobre o que a presidente da A.C.H. disse, consegui encontrar dentro de mim forças para afirmar que esse fato veio apenas para reforçar em mim a necessidade de continuar fazendo o que tenho me proposto a fazer – trabalhar com crianças e jovens e, até onde minha capacidade for capaz de interferir e mostrar a eles que para sairmos de problemas que muitas vezes parecem impossíveis não podemos de maneira nenhuma ferir a integridade de nossos semelhantes.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Por isso afirmo que um fusca e o handebol têm muito em comum a partir de hoje para mim.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Essa relação me faz acreditar que devo cada vez mais interferir na vida de crianças e jovens de maneira positiva mostrando que existem saídas descentes para as situações de desespero e que interferir na vida de outras pessoas de maneira negativa não dever ser o caminho a ser seguido.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">Eis a relação entre um fusca e o handebol!</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: justify; padding: 0px;">SANTANA, Wilton Carlos. <em>A pedagogia do esporte e a moralidade infantil. </em>Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação Física, Campinas, 2003. [<a style="text-decoration: none; color: #265e15; border-bottom-color: #996633; border-bottom-width: 1px; border-bottom-style: dashed; padding: 0px; margin: 0px;" href="http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000310997" target="_blank">clique aqui</a>]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/01/um-fusca-e-o-handebol/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jogos Pedagógicos – Jogos de Golzinhos, Jogos sem Goleiro e a Lógica do Jogo Defensivo</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/01/jogos-logica/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/01/jogos-logica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 12:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Leonardo]]></category>
		<category><![CDATA[TOP]]></category>
		<category><![CDATA[handball]]></category>
		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[porta do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol.com]]></category>
		<category><![CDATA[twitter.com/handebol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://portaldohandebol.com/blog/?p=1062</guid>
		<description><![CDATA[Como começar um trabalho com handebol? Essa pergunta sempre vem à nossa mente quando não conhecemos bem a modalidade. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Artigo dosponível também em <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com" target="_blank">http://pedagogiadohandebol.wordpress.com</a></p>
<p style="text-align: justify;">Como começar um trabalho com handebol? Essa pergunta sempre vem à nossa mente quando não conhecemos bem a modalidade. Para essa dúvida, quase sempre temos uma válvula de escape: fazemos do handebol profissional o modelo que copiamos na iniciação.</p>
<p style="text-align: justify;">É como se tirassemos uma <em>foto</em> de um jogo de alto rendimento e com base nela, organizassemos todo processo de ensino do handebol. Veja abaixo uma foto de um jogo profissional. O que vocês identificam num jogo de handebol?</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img src="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2009/11/balonmano_torrevieja_portland_3_567309637.jpg?w=350&amp;h=253" alt="Ataque contra Defesa - como você vê o handebol?" width="350" height="253" /></dt>
<address><span style="color: #000080;">Fonte &#8211; http://www.torrevieja.com &#8211; Ataque contra Defesa: Como você vê o handebol?</span></address>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Identifcamos, geralmente:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Um jogo de 6×6 no qual os goleiros devem ficar em suas áreas e os jogadores de linha se confrontando na quadra em si, totalizando 7 jogadores de cada lado;</li>
<li>A equipe de se defende busca montar uma barreira em volta da área protegendo o seu alvo para não sofrer gols;</li>
<li>A equipe que ataca fica à frente da barreira, buscando uma forma de arremessar a bola ao gol.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Mediante essa imagem <em>fotografada</em> em nossa análise da modalidade é que começamos organizar nossas aulas de iniciação ao handebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam que interessante, com base nisso, ensinamos a nossos alunos que logo depois de atacar eles devem montar uma barreira próxima à linha da área para assim proteger o gol, enquanto que quando estão atacando eles devem vencer à barreira adversária.</p>
<p style="text-align: justify;">Será essa a verdadeira dinâmica do jogo de handebol?</p>
<p style="text-align: justify;">Pensemos sua lógica: para vencer o que uma equipe deve fazer?</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>A resposta parece fácil: “Não sofrer gols” – realmente não sofrer gols é bom, mas isso não garante vitória, pois posso não sofrer gols e também não marcar gols, logo, não venço, apenas empato.</li>
<li>Vamos para uma segunda opção: “Fazer gols” – realmente fazer gols é um bom caminho, mas mesmo que eu faça 10 gols num jogo, posso sofrer 11 gols, logo, apenas fazer gols não me garante a chance de vitória.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Ao pensarmos a lógica do jogo, não basta jogarmos apenas para fazer gols, nem mesmo ater nossa ações para não sofrer gols, pois a única forma de conquistarmos uma vitória é “fazer mais gols do que sofrer”.</p>
<p style="text-align: justify;">Com base nessa afirmação, temos finalmente o caminho para a vitória desvelado.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja que fazer gols é o principal objetivo, porém, sempre com a  relação de um menor número de gols sofridos. Logo, devemos pensar uma forma de coordenar nossas ações para que possamos colocar a lógica do jogo em prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Ofensivamente, cumprir a lógica segue um caminho simples (mas de dificil execução): ao ter a bola não posso disperdiçar nenhuma oportunidade de marcar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, é defensivamente que está o grande segredo: Ao defender o que devo priorizar? Proteger o alvo? Impedir a progressão adversária? Recuperar a posse de bola?</p>
<p style="text-align: justify;">Retornemos à Lógica do Jogo de handebol: devemos <em>fazer mais gols do que sofrer</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">E qual é a forma que uma equipe deve se comportar para conseguir essa vantagem quando está se defendendo?</p>
<p style="text-align: justify;">Proteger o alvo garante para a equipe fazer mais gols que o adversário? Impedir a progressão adversária garante essa vantagem? Não, pois em nenhuma das hipóteses traçadas teremos algo essencial para ser fazer mais gols do que sofrer: <em>ter a posse de bola</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, a única forma de conseguir essa vantagem é defender para <em>fazer gols</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa afirmação parece estranha né? Como assim, defender para fazer gols? Não defendo para evitar gols? A resposta é <span style="text-decoration: underline;">não</span>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando trazemos uma visão parcial do handebol com base naquela <em>foto</em> que tiramos do jogo profissional para nossas aula, priorizamos a proteção do gol como forma de funcionamento do jogo, logo, passamos a defender para <em>não sofrer gols. </em>Assim montamos uma barreira e ficamos esperando que o adversário erre (ou um passe, ou um arremesso, comentendo uma infração como a andada, bola no pé e etc..).</p>
<p style="text-align: justify;">Essa postura, no entanto, não garante à equipe que se defende algo importantíssimo para vencer: <em>conquistar a posse de bola,</em> pois quem apenas protege o alvo está dependendo da ineficiência adversária para vencer. Uma equipe assim só vencerá se o adversário errar.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao tentar proteger o gol, quase sempre não somos suficientemente eficientes e acabamos por sofer alguns gols e só recuperamos a posse de bola depois dos gols sofridos, ou como já dito, dependendo da ineficiência adversária, algo que em um jogo mais difícil não podemos nos dar ao luxo de esperar que aconteça.</p>
<p style="text-align: justify;">Para poder cumprir a lógica do jogo de handebol uma equipe deve priorizar a tentativa de recuperar a posse de bola, sempre, pois somente com a bola é que se pode fazer gols.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, quando afirmo que a função defesa é fazer gols, me pauto nessa visão: <em>a defesa deve sempre buscar recuperar a posse da bola</em>, pois assim une-se em uma ação a possibilidade de manter a proporção de mais gols a favor do que gols contra, uma vez que recuperando a posse de bola a equipe deixa de sofrer um gol e tem a oportunidade de marcar, adiquirindo a vantagem de 1 gol à favor.</p>
<p style="text-align: justify;">Já haviam pensado nisso? Que a função lógica da defesa é FAZER GOLS?</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, se a defesa deve buscar fazer gols, ela não pode ser passiva, sobre a forma de uma barreira esperiotipada do handebol profissional.</p>
<p style="text-align: center;">—-</p>
<p style="text-align: center;"><em>Digo esteriotipada pois no handebol profissional a “barreira” não é simplesmente uma barreira. Ao analisarmos um jogo de rendimento veremos constantes ações defensivas verticalizadas, cujo objetivo é a tentativa da recuperação da bola. Mesmo em defesas que se deslocam prioritariamente de forma horizontal, verificamos que ela retarda tanto a ação ofensiva que impossibilita o ataque de finalizar uma bola em boa condição, recuperando a posse da bola com base numa finalização mal feita pelo adversário. A defesa sempre procura recuperar a posse de bola.<br />
</em></p>
<p style="text-align: center;">—-</p>
<p style="text-align: justify;">A ação da defesa, sobretudo na iniciação com crianças, momento no qual as ações coletivas ainda não são maduras a ponto de serem utilizadas, deve se basear na ação tática individual pautada na busca da recuperação da posse de bola, orientando para as fases iniciais de aprendizado a utilização de defesas individuais pressionantes o que favorecerá defensivamente à recuperação constante da posse de bola e a maturidade ofensiva do desmarque, das movimentações sem bola e busca de espaços vazios – ações táticas elementares para se jogar bem ofensivamente o handebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Assimilada a ideia da defesa individual, as defesas devem continar pressionantes, mas realizadas de maneira que otimize os deslocamentos dos defensores. Surge assim a necessidade de ser ensinada as defesas zonais. Iniciar por defesas abertas como o 3:3 e o 3:2:1 é o caminho que garante o aprendizado da defesa em zona sempre de maneira ativa e pressionante, que busque a recuperação da posse de bola, fazendo com que, quando houver o aprendizado das defesas mais fechadas, como a 6:0 e a 5:1, o aluno entenda que essas estruturas não comportam-se como <em>barreiras</em>, mas orientam-se como defesas ativas que têm por função principal, sim, a proteção do alvo, mas que devem, sempre que possível, provocar erros adversários ou mesmo antecipar uma linha de passe tentando recuperar a posse da bola, cumprindo assim a lógica de jogo defensivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma forma interessante de ensinar alunos na iniciação a ter na função defensiva a recuperação da posse da bola é criar jogos sem goleiro, ou seja, jogos cuja meta não seja protegida, facilitando a ação ofensiva em marcar um ponto e, por conseguinte, criando na defesa a necessidade de afastar ao máximo os adversários de seu alvo, buscando conjuntamente recuperar a posse da bola o mais próximo do alvo adversário, facilitando a conquista do ponto.</p>
<p style="text-align: justify;">Gosto muito de matrizes de jogo como os  <span style="text-decoration: underline;"><em>Jogos de Golzinhos</em></span> e <span style="text-decoration: underline;"><em>Jogos em Ambiente Formal sem Goleiro</em></span>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jogos de Golzinhos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jogos de golzinhos tem um apelo bem interessante: o gol está desprotegido, logo, se a defesa deixar o ataque com a bola dificilmente evitará o gol. Dessa forma, buscar recuperar a posse da bola é a principal função da equipe que se defende num jogo como esse.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma matriz simples para jogos de golzinhos é dividir a quadra em três ou quatro mini-quadras, mais compridas do que largas, e ali jogar jogos de 3×3 (a existência de uma área é importante em jogos como esses, pois evita-se que os jogadores “guardem caixão” protegendo o gol ficando dentro dele).</p>
<p style="text-align: justify;">Em jogos como esses é possível trabalhar desde conceitos de defesa individual como conceitos de defesas em zona abertas e pressionantes, pois somente com ações como essas é que se consegue inibir a finalização ao alvo desprotegido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jogos em ambiente formal sem Goleiro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de jogos formais de 6×6 em quadra toda sem a presença dos goleiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine como a equipe que se defende deve agir? Será uma defesa passiva ou bastante ativa? O jogador com bola poderá ficar sem sofrer contatos, sem ser pressionado? Claro que não!</p>
<p style="text-align: justify;">Esse tipo de jogo ganha mais importância em equipes mais experientes e que já dominam por completo o conceito de defesa individual e que estejam mais maduras em relação às estratégias zonais em defesas abertas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um jogo como esse a defesa aprenderá a ser bastante <em>ofensiva</em> e com certeza jogará sob a lógica de que a melhor ação defensiva é ter imediatamente a bola, e por consequência, criando possibilidade de fazer gols.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Espero ter possibilitado a todos a chance de entender que a <em>barreirinha</em>, muito comum em equipes jovens é, na verdade, uma visão míope do jogo de handebol profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tiverem oportunidade de assitsir a jogos de equipes mais novas (sobretudo, escolares) e equipes mais velhas, verifiquem como as “barreiras” se comportam. Observem como essas barreiras obrigam as equipes que atacam a se comportar. Analisem se a mesma lógica de jogo está sendo apresentada nesses dois tipos de <em>handebols</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que a conclusão será a seguinte:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Em equipes mais novas joga-se defensivamente para não sofrer gols, aguardando o erro adversário.</li>
<li style="text-align: justify;">Em equipes mais velhas joga-se defensivamente para se recuperar a posse de bola (seja criando dificuldades para finalizar – com arremessos desequilibrados ou pressionados pelo jogo passívo -, seja antecipando uma linha de passe ou mesmo provocando erros adversários) fazendo da defesa uma forma de se fazer mais gols do que sofrer.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/01/jogos-logica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pedagogia do Handebol + Portal do Handebol</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2009/12/pedagogia/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2009/12/pedagogia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 01:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Leonardo]]></category>
		<category><![CDATA[TOP]]></category>
		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogiadohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal do handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portal handebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol]]></category>
		<category><![CDATA[portaldohandebol.com]]></category>
		<category><![CDATA[twitter.com/handebol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://portaldohandebol.com/blog/?p=1011</guid>
		<description><![CDATA[É com muito prazer que agora também escrevo no Portal do Handebol. Esse texto também trás consigo um simbolismo muito importante: uma parceria entre dois portais que falam de handebol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">É com muito prazer que agora também escrevo no Portal do Handebol. Esse texto também trás consigo um simbolismo muito importante: uma parceria entre dois portais que falam de handebol.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Portal do Handebol e </span><a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/" target="_blank"><span style="font-family: Calibri; color: #0000ff; font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Pedagogia do Handebol</span></span></a><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> serão agora irmãos na caminhada de fazer nosso handebol crescer cada vez mais.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1012" title="Imagem2" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Imagem23.png" alt="Imagem2" width="457" height="152" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Considero essa abertura feita pelos colaboradores do Portal do Handebol para comigo um dos grandes diferenciais para o crescimento de nossa amada modalidade, que deve ser seguido e refletido por todos nós que queremos ver o handebol cada vez maior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Hoje, com a internet, podemos falar sobre handebol de maneira aberta, e se ainda não temos handebol todos os dias na TV, podemos pela internet fazer o handebol crescer, ser estudado, noticiado, conhecido. Façamos nossa parte. União em prol de nosso handebol! Essa é a lição que espero passar hoje para todos, pois só com a união de nossas forças é que abriremos caminho neste dificultoso processo de afirmação do handebol dentro da cultura brasileira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Espero poder colaborar com o Portal do Handebol, falando sobre o processo de ensino-aprendizagem da modalidade, sobre didática, metodologias, atividades e jogos para o ensino do handebol.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Espero poder contribuir com todos que acessam esse importante site.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Abraços a todos,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Prof. Lucas Leonardo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Coordenador Geral &#8211; </span><a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/" target="_blank"><span style="font-family: Calibri; color: #0000ff; font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">http://pedagogiadohandebol.wordpress.com</span></span></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2009/12/pedagogia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

