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	<title>Portal do Handebol &#187; Diego Melo</title>
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	<description>Aqui o handebol acontece!</description>
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		<title>Curso de Mini-Handebol: Esporte, cidadania e educação</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 17:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Coltri</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No próximo final de semana, nosso colunista Diego Melo lecionará sobre mini-handebol na FMU...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/diegomello.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-990" title="diegomello" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/diegomello.jpg" alt="diegomello" width="175" height="289" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;">No próximo final de semana, nosso colunista Diego Melo lecionará sobre mini-handebol na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas &#8211; Capital &#8211; SP), sabia os detalhes do curso, qualquer dúvida, envie e-mail para o professor &lt;professor.diegomello@gmail.com&gt;.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>MINI-HANDEBOL: ESPORTE, CIDADANIA E EDUCAÇÃO – Nível Básico<br />
</strong>(teórico-prático) – 15h</p>
<p style="text-align: jutify;">Professor: Esp. Diego Melo de Abreu<br />
Data de Realização: 21 e 22/08/2010 (sábado, das 8h às 18h e domingo, das 8h às 13h)<br />
Carga Horaria:<span style="white-space: pre;"> </span>15<br />
Data:<span style="white-space: pre;"> </span>21 e 22/08/10<br />
Local:<span style="white-space: pre;"> </span>São Paulo/SP &#8211; FMU Educação Física</p>
<p style="text-align: jutify;"><strong>Inscrição: até 18/08</strong>, (11) 3399-3877 faleconosco@apoiofmu.com.br<br />
Valor: Até 18/08 Matricula R$ 65,00 + 1 x R$ 145,00</p>
<p style="text-align: jutify;"><strong>Programa:</strong></p>
<div id="_mcePaste">·  O que é o mini-handebol;</div>
<div id="_mcePaste">·  Quais são as propostas do mini-handebol;</div>
<div id="_mcePaste">·  Adaptações do handebol ao mini: um esporte para crianças</div>
<div id="_mcePaste">·  A criança no mini-handebol;</div>
<div id="_mcePaste">·  O Professor de mini-handebol;</div>
<div id="_mcePaste">·  As atividades práticas e aplicações da teoria;</div>
<div id="_mcePaste">·  Os festivais de mini-handebol;</div>
<div id="_mcePaste">·  Os benefícios do mini-handebol para a criança;</div>
<div id="_mcePaste">·  Diversidades sobre a atividade.</div>
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		<title>II Festival de Mini-Handebol (realizado)</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/01/ii-festival-de-mini-handebol-metodista-terra-nova/</link>
		<comments>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2010/01/ii-festival-de-mini-handebol-metodista-terra-nova/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 01:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi realizado no dia 13 de Dezembro de 2009 o II Festival de Mini-Handebol da Unidade Terra Nova II da Escola de Esportes da A.D.C Metodista/São Bernardo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Estevento é muito comentado e aguardado durante todo o ano letivo por todas as crianças, pais e familiares envolvidos de alguma forma em nosso cotidiano e grande parte disso devido ao grande sucesso do I Festival de Mini-Handebol realizado 2008.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">O handebol na comunidade em questão é um esporte muito praticado e apreciado pelas crianças e muito apoiado pelas famílias que além de se interessarem pelo desenvolvimento esportivo de seus filhos não raramente nos questionam sobre aspectos educacionais e comportamentais dos alunos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Isso prova que, assim como nós, grande parte dos pais dos alunos da nossa unidade estão preocupados e interessados na construção da cidadania e no desenvolvimento global das crianças por meio do esporte.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">O II Festival de mini-handebol é cercado de objetivos para todos os envolvidos e mais uma vez o evento foi um sucesso absoluto em todos os quesitos, com certeza superando em muitos aspectos o primeiro festival realizado em 2008.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Nas páginas a seguir estão explicadas todas as ações feitas para este festival, assim como seus objetivos e fotos de como tudo ocorreu.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Ao término de mais um festival de mini-handebol temos a certeza que além de cada vez mais fixarmos nas vidas das pessoas o handebol e a o nome da equipe da Metodista/São Bernardo promovemos em um simples evento a prática de boas maneiras, dos bons costumes, da importância do estudo, da cooperação, do coleguismo, do respeito, da cidadania e do amor ao próximo.</div>
<p style="text-align: justify;">Foi realizado no dia 13 de Dezembro de 2009 o II Festival de Mini-Handebol da Unidade Terra Nova II da Escola de Esportes da A.D.C Metodista/São Bernardo.</p>
<p style="text-align: justify;">Este evento é muito comentado e aguardado durante todo o ano letivo por todas as crianças, pais e familiares envolvidos de alguma forma em nosso cotidiano e grande parte disso devido ao grande sucesso do I Festival de Mini-Handebol realizado 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">O handebol na comunidade em questão é um esporte muito praticado e apreciado pelas crianças e muito apoiado pelas famílias que além de se interessarem pelo desenvolvimento esportivo de seus filhos não raramente nos questionam sobre aspectos educacionais e comportamentais dos alunos.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso prova que, assim como nós, grande parte dos pais dos alunos da nossa unidade estão preocupados e interessados na construção da cidadania e no desenvolvimento global das crianças por meio do esporte.</p>
<p style="text-align: justify;">O II Festival de mini-handebol é cercado de objetivos para todos os envolvidos e mais uma vez o evento foi um sucesso absoluto em todos os quesitos, com certeza superando em muitos aspectos o primeiro festival realizado em 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas páginas a seguir estão explicadas todas as ações feitas para este festival, assim como seus objetivos e fotos de como tudo ocorreu.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao término de mais um festival de mini-handebol temos a certeza que além de cada vez mais fixarmos nas vidas das pessoas o handebol e a o nome da equipe da Metodista/São Bernardo promovemos em um simples evento a prática de boas maneiras, dos bons costumes, da importância do estudo, da cooperação, do coleguismo, do respeito, da cidadania e do amor ao próximo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Detalhes do Festival</strong></p>
<div style="text-align: center;">
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_1033" class="wp-caption aligncenter" style="width: 463px; text-align: center;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/terranova1.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1033" title="terranova" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/terranova1.png" alt="Alunos do mini-handebol em partida do festival" width="453" height="339" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Alunos do mini-handebol em partida do festival</em></span></p>
</dl>
</div>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">•<span style="white-space:pre"> </span>O evento foi realizado no dia 13 de dezembro de 2009, das 08h00 às 13h00, no Ginásio Poliesportivo do Terra Nova. Todos os horários da programação proposta foram seguidos à risca e a pontualidade de todas as atividades foi mantida durante todo o evento.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="white-space:pre"> </span>O dia foi escolhido em comum acordo entre organização e os pais das crianças para que todos pudessem comparecer e prestigiar o evento.</p>
<p style="text-align: justify;">•<span style="white-space:pre"> </span>Um mês antes da realização do evento foi enviado a todos os alunos do mini-handebol da unidade um comunicado informando tudo sobre o festival, e através de uma confirmação de participação foi possível fazer uma prévia da organização geral das equipes, jogos e atividades</p>
<p style="text-align: justify;">•<span style="white-space:pre"> </span>Em todo o ginásio era possível conferir a tabela de jogos, programação de atividades e escala de árbitros para cada jogo através de folders espalhados em pontos estratégicos.</p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<dl id="attachment_1034" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/1.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1034" title="1" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/1.png" alt="As informações gerais do festival exibidas em todo ginásio" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>As informações gerais do festival exibidas em todo ginásio</em></span></p>
</dl>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">•<span style="white-space:pre"> </span>Foram espalhados pelo ginásio junto às informações gerais do festival, tabelas com curiosidades sobre o handebol e sobre os países que davam nome as equipes. Esta ação visou proporcionar o estimulo do estudo sobre assuntos gerais por parte dos nossos alunos, assim como ampliar um pouco dos conhecimentos sobre o handebol entre os participantes.</p>
<p style="text-align: justify;">•<span style="white-space:pre"> </span>A tabela de jogos, as informações sobre os países, as curiosidades sobre o handebol e uma cópia do hino nacional completo, com as correções ortográficas atuais, foram entregues dentro de um envelope por dois alunos responsáveis somente para esta função para todos os mais de 300 presentes no ginásio; desta forma todos tinham acesso ao que estava acontecendo dentro e fora de quadra.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="white-space:pre"> </span>Esta ação teve com objetivo proporcionar a todos poderem “estudar” e conferir as informações gerais de maneira mais confortável, sem precisar acessar os murais.</p>
<p style="text-align: justify;">•<span style="white-space:pre"> </span>Todas as atividades e instalações (banheiros, estacionamento, lanche, oficinas, mini-jogo etc.) foram sinalizadas com placas de indicação personalizadas com o mascote “Fera do Handebol”, uma girafinha com a camisa da Metodista, desenhada por um dos alunos da unidade e escolhida em 2008 como o mascote do festival de 2009.</p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<dl id="attachment_1035" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/2.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1035" title="2" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/2.png" alt="Placas indicativas personalizadas com o mascote “Fera do Handebol”" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><em><span style="color: #0000ff;">Placas indicativas personalizadas com o mascote “Fera do Handebol”</span></em></p>
</dl>
</div>
<div style="text-align: center;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Em um congresso técnico realizado uma semana antes do evento, todos os alunos que foram técnicos-orientadores ou mesmo parte do staff organizador receberam uma cartilha de instruções, para saberem como agir e proceder em suas funções em um evento deste tipo e como lidar com as crianças. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Cada técnico-orientador recebeu uma pasta com seu nome e dentro desta pasta havia: tabela de jogos, escala de árbitros, funções dos outros colegas, relação nominal das equipes, informações sobre os países e sobre o handebol; tudo para que os técnico-orientadores realmente pudessem esclarecer e informar sua equipe das atividades a todo instante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"><span style="mso-spacerun: yes"> </span>•<span style="mso-tab-count:1"> </span>O hino nacional completo foi entoado por todos no início do evento, com um detalhe interessante: ao término do hino todos os presentes no ginásio permaneceram em silêncio e a salva de palmas veio somente depois do anúncio do inicio oficial do festival ao microfone.</span></p>
<p><!--EndFragment--></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_1041" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/8.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1041" title="8" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/8.png" alt="Os alunos antes da execução do hino nacional" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Os alunos antes da execução do hino nacional</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: center;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Durante os jogos e atividades propostas não foram registrados ou mesmo relatados, qualquer tipo de incidente, como brigas, discussões, alunos machucados seriamente etc. Havia maletas médicas e todo o aparato para procedimentos de primeiros socorros no ginásio caso algo acontecesse.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>O lanche comunitário foi um sucesso. Todas as crianças levaram um refrigerante de 2 litros e um prato de doce ou salgado e todos (alunos, pais, convidados, professores, estagiários e membros do staff) puderam desfrutar de momentos agradáveis das 10h00 às 12h00.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_1042" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/9.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1042" title="9" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/9.png" alt="O lanche comunitário feito pelos pais dos alunos" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>O lanche comunitário feito pelos pais dos alunos</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: center;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Os pais também puderam participar do evento através do nosso “Desafio do 7 metros”. Pais e mães puderam ter a chance de cobrar um 7 metros em nosso goleiros das categorias infantil e cadete, e quem convertia o gol era presenteado com um Chocotone, doado para o evento pelo site de handebol Portal do Handebol.com. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"><span style="mso-tab-count:1"> </span>Os alunos da categoria cadete instruíram os pais de como é a forma correta de se cobrar um 7 metros e quando isto acontece a cada vez que uma nova cobrança iria ser efetuada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_1043" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/10.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1043" title="10" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/10.png" alt="Boa parte dos pais participaram do “Desafio do 7 metros”" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Boa parte dos pais participaram do “Desafio do 7 metros”</em></span></p>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_1044" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/11.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1044" title="11" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/11.png" alt="As mães durante a gincana" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>As mães durante a gincana</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: center;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Todas as atividades propostas durante o evento foram realizadas: Jogos de Mini-handebol, Oficina de 7 metros, Concurso do Mascote, Lanche Comunitário, Quizz da Metodista, Desafio aos Pais, Distribuição de Brinquedos, Cerimônia de Premiação e Autógrafos e Fotos com os atletas da nossa categoria adulto masculina Ferrugem e Diogo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Ao final dos jogos de mini-handebol foi realizado um quizz entre os alunos com muitas perguntas sobre handebol e sobre os países que faziam parte do festival, perguntas selecionadas e feitas ao microfone pelos atletas da equipe masculina adulta Ferrugem e Diogo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"><span style="mso-tab-count:1"> </span>As perguntas foram selecionadas das informações contidas no murais e nos informativos individuais sobre o handebol e sobre os países distribuídos a cada pessoa presente no ginásio no início do evento. Quem acertava a resposta era presenteado com um Chocotone, doado para o evento pelo site de handebol <strong>Portal do Handebol.com</strong>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1045" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px; text-align: justify;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/12.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1045" title="12" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/12.png" alt="Os atletas Diogo e Ferrugem no quizz sobre países e handebol" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><em>Os atletas Diogo e Ferrugem no quizz sobre países e handebol</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Foram doados 20 chocotones para distribuição nas gincanas pelo site <strong>Portal do Handebol.com</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1046" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/13.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1046" title="13" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/13.png" alt="Os atletas com o aluno e seu chocotone" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Os atletas com o aluno e seu chocotone</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>O concurso de mascote teve uma grande adesão dos alunos e a maioria participou do nosso já tradicional “Concurso do Mascote”. O mascote escolhido deste ano foi o “Hipo Meto”, um simpático Hipopótamo desenhado pela aluna da Professora Célia, Monique de apenas 09 anos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"><span style="mso-tab-count:1"> </span>A aluna foi presenteada com um camisa de goleiro do Atleta Ferrugem e em 2010 seu simpático hipopótamo estará presente em todo o ginásio do Terra Nova como o mascote oficial do III Festival de Mini-Handebol do Terra Nova. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Além do concurso foi feita uma exposição com os principais mascotes feitos no festival de 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1047" class="wp-caption aligncenter" style="width: 428px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/14.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1047" title="14" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/14.png" alt="A aluna Monique, 09 anos, vencedora do concurso do mascote  com a sua camiseta de goleiro dada pelo atleta Ferrugem " width="418" height="278" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>A aluna Monique, 9 anos, vencedora do concurso do mascote  com a sua camiseta de goleiro dada pelo atleta Ferrugem</em></span></p>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1048" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/15.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1048" title="15" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/15.png" alt="Parte dos alunos na oficina de desenho para o mascote, orientadas pelas alunas do cadete Monique e Luana" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Parte dos alunos na oficina de desenho para o mascote, orientadas pelas alunas do cadete Monique e Luana</em></span></p>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1049" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/16.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1049" title="16" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/16.png" alt="O aluno Paulo Henrique com o seu mascote tamanho família" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>O aluno Paulo Henrique com o seu mascote tamanho família (escolhido em 2008)</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Ao final do quizz foi realizada a cerimônia de premiação de todos os alunos participantes do II Festival de Mini-Handebol. A cada aluno foi entregue pelos atletas Ferrugem e Diogo uma medalha e um brinquedo “cubo-mágico” e os pais e responsáveis não esconderam a admiração e a felicidade de contar com os atletas da nossa equipe adulta presentes no ginásio realizando a cerimônia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1050" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/17.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1050" title="17" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/17.png" alt="O atleta Diogo premia aluna com medalha" width="425" height="319" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>O atleta Diogo premia aluna com medalha</em></span></p>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1051" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/18.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1051" title="18" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/18.png" alt="Os atletas durante a cerimônia de premiação" width="425" height="283" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Os atletas durante a cerimônia de premiação</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Após a cerimônia de entrega das medalhas houve uma sessão de autógrafos e fotos com os atletas, finalizando de maneira sensacional e emocionante o evento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"> </span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1052" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/19.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1052" title="19" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/19.png" alt="Professor Diego recebendo o carinho dos alunos no encerramento" width="450" height="300" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Professor Diego recebendo o carinho dos alunos no encerramento</em></span></p>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1053" class="wp-caption aligncenter" style="width: 455px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/20.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1053" title="20" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/20.png" alt="O atleta Ferrugem distribuindo autógrafos" width="445" height="297" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>O atleta Ferrugem distribuindo autógrafos</em></span></p>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1054" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/21.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1054" title="21" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/21.png" alt="O atleta Diogo tira fotos com alunos e familiares" width="425" height="283" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>O atleta Diogo tira fotos com alunos e familiares</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Em relação aos árbitros, técnicos e staff, através de observação e comentários dos próprios alunos e pais podemos afirmar que a aceitação dos alunos do mini perante um amigo mais velho foi excelente.Ao término do evento foi feita uma reunião com os técnicos-orientadores, árbitros e staff geral e todos relataram imensa satisfação ao estar participando do evento. Todos foram presenteados com jogos de tabuleiro e medalhas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>A Metodista/São Bernardo cedeu toda estrutura necessária para a realização do evento, desde simples bolas oficiais até os materiais de decoração, medalhas, traves de mini-handebol etc, possibilitando mais uma vez o sucesso absoluto do II Festival de Mini-Handebol da Unidade Terra Nova.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Compareceram mais de 400 pessoas no ginásio do Terra Nova para o festival, controle este feito pelos alunos integrantes do staff responsáveis pela recepção dos alunos, pais e convidados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><!--EndFragment--></p>
<p style="text-align: justify;"><!--EndFragment--></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1055" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/22.png"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-1055" title="22" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/22.png" alt="O ginásio do Terra Nova lotado durante todo o festival" width="425" height="283" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>O ginásio do Terra Nova lotado durante todo o festival</em></span></p>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial">•<span style="mso-tab-count:1"> </span>Em nome dos alunos, pais e amigos envolvidos no II Festival de Mini-Handebol da unidade Terra Nova, Escola de Esportes da A.D.C Metodista/São Bernardo, o nosso muito obrigado a todos que de alguma forma puderam possibilitar e viabilizar a realização deste evento, com votos que sejam realizados muitos destes em todas as unidades durante todo o ano de 2010.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>II Festival de Mini-Handebol (organização)</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 13:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos eventos mais esperados pelas crianças participantes da Escola de Esportes da Metodista/São Bernardo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Um dos eventos mais esperados pelas crianças participantes da <strong>Escola de Esportes da Metodista/São Bernardo</strong> será realizado neste domingo, 13 de dezembro, das 8h às 13h, no ginásio do Terra Nova II em São Bernardo do Campo. O <strong>II Festival de Mini-Handebol</strong> da unidade Terra-Nova mais uma vez promoverá jogos, brincadeiras, gincanas e muitas surpresas a todos da comunidade.</span></p>
<p style="text-align: center; " align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/diegomello.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-990" title="diegomello" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/diegomello.jpg" alt="diegomello" width="175" height="289" /></a><br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Com o objetivo de promover a prática e o crescimento do handebol aliado a ações sócio-educativas o festival encerra o ano da Metodista/São Bernardo que promoveu ao longo de 2009 mais de 10 eventos semelhantes envolvendo todas as categorias de base do projeto.</span></p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Imagem2.png"><img class="size-full wp-image-991  aligncenter" title="Imagem2" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Imagem2.png" alt="cartaz personalizado" width="534" height="347" /></a><span style="color: #888888;"><em>cartaz personalizado de recepção</em></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Organizado com mais de dois meses de antecedência ao evento o Festival de Mini-Handebol promove uma grande mobilização das crianças participantes, das famílias e dos atletas das categorias infantil e cadete da unidade que participam do staff organizador atuando como árbitros, técnicos-orientadores etc, contribuindo diretamente para o sucesso do evento.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Foram inscritas mais de 70 crianças da unidade no festival, divididas previamente em equipes com nomes de países, cada um com seu orientador responsável. As crianças recebem antes do evento informações gerais sobre os países que dão nome às equipes, além de uma lista com curiosidades e dados sobre o handebol, usadas posteriormente em jogos de perguntas e respostas valendo brindes simbólicos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Durante a semana toda a comunidade se mobiliza para dar os retoques finais neste evento que promete ser um sucesso de participação e público.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong>Cronograma do evento</strong></span></p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/tabela.jpg"><img class="size-full wp-image-992  aligncenter" title="tabela" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/tabela.jpg" alt="tabela" width="553" height="854" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong>Curiosidade sobre os países</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Imagem4.png"><img class="size-full wp-image-993  aligncenter" title="Imagem4" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Imagem4.png" alt="Imagem4" width="555" height="392" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong>Fotos do I Festival de Mini-Handebol da Metodista/São Bernardo &#8211; Unidade Terra Nova</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/festinalmini12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-996" title="festinalmini1" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/festinalmini12.jpg" alt="festinalmini1" width="553" height="415" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/festivalmini3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-997" title="festivalmini3" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/festivalmini3.jpg" alt="festivalmini3" width="553" height="415" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/festivalmini2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-998" title="festivalmini2" src="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/festivalmini2.jpg" alt="festivalmini2" width="553" height="415" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">[Nota do Portal: divulgue seu evento no Portal do Handebol, envie e-mail para contato@portaldohandebol.com com todas informações sobre o evento.]</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os festivais de mini-handebol</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 02:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As aulas são fundamentais para que as crianças tenham a oportunidade de vivenciar momentos prazerosos e ser influenciadas positivamente em sua formação geral, porém, a organização de atividades maiores fora do cotidiano tendem a otimizar a aplicação e os resultados dos pontos de desenvolvimento da filosofia do mini-handebol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>INTRODUÇÃO</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O mini-handebol é uma atividade que visa promover o desenvolvimento global das crianças, a construção do conhecimento e a formação do cidadão, através de atividades lúdicas desportivas, com ou sem bola.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A filosofia implícita nestas atividades, assim como sua aplicação e objetivos, não fica limitada somente à iniciação do desenvolvimento de técnicas relacionadas ao handebol, de modo que o professor deve proporcionar aos educandos novas experiências a todo instante.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">As aulas são fundamentais para que as crianças tenham a oportunidade de vivenciar momentos prazerosos e ser influenciadas positivamente em sua formação geral, porém, a organização de atividades maiores fora do cotidiano tendem a otimizar a aplicação e os resultados dos pontos de desenvolvimento da filosofia do mini-handebol.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Um festival é um ótimo exemplo deste tipo de atividade, pois sua concepção pode ser geradora de situações extremamente ricas aos educandos devido ao contexto do evento.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>CONCEITO:</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Festival de mini-handebol é um evento em que através da promoção de jogos e atividades, sem conotação competitiva, os educandos têm a oportunidade de vivenciar diversas situações de maneira lúdica, de forma que os objetivos da filosofia da atividade sejam colocados em prática a todo instante.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A programação de um festival deve ser diversificada, pois além dos jogos coletivos é interessante aplicar atividades em que as crianças possam se divertir, socializar, aprender e compreender os conteúdos propostos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">É de suma importância deixar claro para os envolvidos neste tipo de evento que a palavra “competição” está fora de cogitação e que o mais importante, por parte dos professores, é congratular os objetivos gerais e específicos do mini-handebol para cada faixa etária durante as atividades aplicadas.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Mais do que ter consciência dos objetivos propostos pelos professores devemos analisar os anseios das crianças, que provavelmente sejam brincar, correr, estar com os amigos, fazer novos amigos e se divertir. Portanto, no momento do planejamento das atividades as próprias crianças podem sugerir e emitir opiniões sobre o que será aplicado.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>ORGANIZAÇÃO:</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Seja qual for a natureza do evento, devemos organizá-lo de forma que todo o planejamento seja colocado em prática da melhor forma possível e para que isso ocorra todos os detalhes referentes ao festival, assim como os recursos necessários (materiais, humanos e financeiros), devem ser pensados e analisados minuciosamente com muita antecedência pela equipe organizadora, do material utilizado nos jogos ao material promocional (caso haja), tudo deve constar na planilha de organização e controlado rigidamente para que esteja em ordem no momento da realização do festival, evitando que falhas de planejamento e execução criem situações problemáticas.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Não importa a realidade da comunidade onde o festival está sendo realizado, de qualquer forma a organização, criatividade e diversidade devem ser máxima em tudo o que for proposto, sempre com o intuito de promover realmente uma festa em torno do mini-handebol e suas práticas complementares, visando resultados e consequências positivas em todos os aspectos propostos e almejados.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>SUGESTÕES DE ATIVIDADES E AÇÕES:</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Um festival de mini-handebol não deve se limitar a oferecer “somente”  atividades esportivas, de forma que durante a realização dos jogos propriamente ditos os demais presentes no evento (alunos, pais, membros da comunidade) também possam participar do festival de alguma outra maneira.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O uso da criatividade e da interdisciplinaridade pode contribuir muito para o enriquecimento dos conteúdos aplicados durante o evento, e, dentro de nossas possibilidades, devemos ter a capacidade e o anseio de promover o máximo de ações que possam alcançar os objetivos gerais e específicos do mini-handebol.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A pluralidade cultural e as características de cada comunidade devem ser respeitadas e estudadas para que atividades fora de contexto não sejam aplicadas, de modo que manuais e cartilhas de mini-handebol, nacionais ou internacionais, que discorrem sobre o assunto devem ser adaptadas para cada realidade.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><br />
</span></p>
<ul type="DISC">
<li><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Antes do início das atividades principais:</span></span></li>
</ul>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Podemos, por exemplo, distribuir a todos os presentes panfletos explicando de forma básica e resumida o que é o mini-handebol.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Os organizadores, ou mesmo os professores, também podem, de forma rápida e fácil, reunir os presentes antes do festival e explicar um pouco dos objetivos e da importância geral do evento.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O hino nacional também deve ser executado e entoado, e este momento pode ser enriquecido de diversas formas. Exemplos: apresentação solo de algum artista, alunos locais cantando o hino, apresentação com músicos, etc.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">As equipes que participarão do festival podem, por exemplo, ter nomes de países, bichos, plantas, times de handebol, estados brasileiros e o que mais a criatividade e a situação determinar, e um estudo com estes nomes pode ser realizado previamente ou posteriormente.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Caso as equipes tenham cores, as crianças podem fazer um estudo delas em algumas línguas como o inglês, espanhol, francês, etc.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O aquecimento das equipes pode ser feito com brincadeiras tradicionais, como o pega-pega, mãe da rua e variações de brincadeiras com corridas, lembrando que neste momento pais e familiares podem participar de maneira moderada das atividades.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><br />
</span></p>
<ul type="DISC">
<li><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Durante o festival:</span></span></li>
</ul>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">No decorrer da realização das partidas algumas equipes provavelmente terão que aguardar um pouco para jogar (devido ao espaço entre um jogo e outro que uma tabela bem organizada deve proporcionar) e neste intervalo podem ser promovidas inúmeras atividades, esportivas ou não.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Ações como concurso de mascote para o evento, oficinas de pintura, gincanas com corridas, brincadeiras com arremesso ao alvo, disputa de tiro de 6 metros entre pais e filhos (isso mesmo, no mini-handebol o “pênalti” é tiro de 6 metros), atividades com bexigas, exposição de redações sobre o mini-handebol feitas pelas crianças, ou seja, uma infinidade de atividades podem ser promovidas no intervalo dos jogos, e todas elas podem contribuir muito para abrilhantar ainda mais o festival.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">As equipes de mini-handebol podem ter como orientadores alunos de categorias maiores (infantil, cadete, juvenil) e a arbitragem (sempre atuando de forma pedagógica) também podem ser realizadas por estes alunos. Esta ação promove não só uma integração de todas as categorias, mas o próprio despertar de interesse destes alunos em futuramente seguir carreira de professores, árbitros e técnicos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><br />
</span></p>
<ul type="DISC">
<li><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Encerramento do festival:</span></span></li>
</ul>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Ao término das atividades principais a organização pode promover um lanche comunitário, apresentação de danças folclóricas, apresentações musicais, jogo demonstração de handebol com atletas da comunidade, jogos de perguntas e respostas, distribuição de brindes, etc.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">São inúmeras possibilidades para que o evento seja finalizado de uma forma educativa, descontraída e extremamente positiva em diversos aspectos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Ressalto que a vasta gama de atividades citadas deve ser aplicada de acordo com os recursos gerais disponíveis, e que a escolha e execução de cada uma delas devem ser fundamentadas e repletas de objetivos que possam agir em diferentes esferas do desenvolvimento das crianças.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>A IMPORTÂNCIA DO FESTIVAL:</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Um planejamento contendo atividades diversificadas visa unir esporte, educação e cidadania durante todo o decorrer do festival, e fatores como a socialização, respeito, inclusão, dignidade, cooperação, ampliação e construção de novos conhecimentos, o gosto pela prática de esportes, desenvolvimento cognitivo, psicológico e motor são alguns dos aspectos que provavelmente conseguiremos atingir e disseminar de forma positiva durante um evento deste porte.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">As crianças participantes devem ser muito bem monitoradas durante todas as atividades propostas, para evitar que fatos como perder um jogo ou não conseguir fazer algo, possam implicar em consequências negativas ao educando. Lembramos que no mini-handebol não usamos placar em jogos, somente controle do tempo, e cartões e punições não fazem parte do contexto, pois as ações de aviso e alertas são feitas somente de forma verbal, branda e pedagógica pelos árbitros-orientadores.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A filosofia do mini-handebol neste sentido converge com a educação física escolar, e o próprio PCN cita que “Se deve dar oportunidades a todos os alunos para que desenvolvam suas potencialidades, de forma democrática e não seletiva, visando seu aprimoramento como seres humanos”.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Se a execução do planejamento for bem sucedida veremos que a participação, socialização e união entre alunos, pais, professores e membros da comunidade provavelmente será congratulada, fazendo com que a prática da atividade e o evento como um todo sejam valorizados de diversas formas por todos os presentes.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Os benefícios e resultados de um festival serão proporcionais à  riqueza e diversidade das atividades aplicadas no decorrer do evento e estarão intrinsecamente relacionadas à competência e afinco de seus realizadores.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Os idealizadores e professores de um festival de mini-handebol devem ter consciência de que somos agentes formadores e transformadores, de opinião, de idéias, conceitos e cidadãos. As questões pedagógicas, a maneira como são conduzidas as atividades e o ambiente criado durante os acontecimentos podem influenciar positivamente ou negativamente todas as pessoas que participam do festival, de alguma forma.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Os cuidados e atenção aos detalhes em relação a todos os aspectos que cercam o festival devem ser observados e analisados a todo instante, antes, durante e após a realização do evento.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Caso o festival de mini-handebol seja bem sucedido a tendência é de que os participantes da primeira edição fomentem expectativas positivas para a realização de mais acontecimentos como este, e na mera hipótese da promoção de mais eventos desta natureza provavelmente o desejo de que isto seja concretizado gere um apoio geral.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Contando com um bom planejamento e com ações bem executadas podemos obter com o festival a valorização, disseminação, crescimento e interesse pelo mini-handebol, assim como, auxiliados pela grandeza da atividade em questão, os objetivos dos professores podem ser alcançados mais constantemente, de forma mais eficaz e possibilitando, em uma próxima oportunidade, atingir mais crianças e pessoas.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Cito duas frases de Michael Jordan para finalizar este artigo e servir como reflexão para os professores:</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">&#8220;Algumas pessoas querem que algo aconteça, outras desejam que aconteça, outras fazem acontecer.&#8221;</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">&#8220;Sempre acreditei que se você colocar o trabalho, os resultados virão. Eu não faço coisas com &#8216;meia vontade&#8217;, porque eu sei que se assim eu fizer, então posso esperar resultados de &#8216;meia qualidade&#8217;.&#8221;</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Meus votos para as pessoas interessadas em organizar um festival de mini-handebol são para que façam acontecer, com vontade e qualidade, sempre.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Dúvidas, perguntas, críticas, elogios, sugestões?</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><a href="mailto:professor.diegomello@gmail.com" target="_blank">professor.diegomello@gmail.com</a></span></p>
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		<title>Diego Melo</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 19:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diego Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Na pátria de chuteiras poucos são os frutos dispostos a enveredar por outros caminhos. Não bastasse a tortuosidade e os desafios próprios de qualquer escolha, a opção ainda revela incompatibilidade com a atual configuração social, basicamente regida em termos esportivos por aspectos e comportamentos originados pela conjuntura futebolística. Disposição e perseverança norteiam e amparam essa &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2009/07/handaholic/">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Na pátria de chuteiras poucos são os frutos dispostos a enveredar por outros caminhos. Não bastasse a tortuosidade e os desafios próprios de qualquer escolha, a opção ainda revela incompatibilidade com a atual configuração social, basicamente regida em termos esportivos por aspectos e comportamentos originados pela conjuntura futebolística.</p>
<p>Disposição e perseverança norteiam e amparam essa expedição no fluxo contrário à correnteza. Tão importante quanto à empatia e a afeição pela prática esportiva optada é a mobilização em concretizar ações para desenvolver a modalidade.</p>
<p>Não é exagero algum inserir Diego Melo de Abreu neste perfil. Ou mesmo transferi-lo a patamares ainda maiores, se o assunto for o handebol. Pelo compromisso assumido com o esporte e o afinco empregado na tentativa de gerar novos aficcionados, é possível intitulá-lo como embaixador do handebol.</p>
<p>Satisfeito por tratar do assunto de que mais gosta, Diego relatou ao <em>portal do handebol</em> qual o arsenal de argumentos adotados para convencer uma criança de menos de dez anos a ser seduzida pelo handebol. A relação deste esporte com a sociedade do futebol, seu programa de formação de novos atletas e o novo ambiente de trabalho também fizeram parte dessa partida.</p>
<p>E como exige a agilidade tática do handebol moderno, promovemos um rodízio defesa/ataque, colocando Diego como analista do atual momento do handebol brasileiro e das perspectivas para Pequim e para as novas gerações. O bate-papo ainda contou com a participação de outro atleta do portal do handebol. Vinícius Coltri ajudou a marcar nosso “viciado em handebol”, fazendo com que Diego escalasse uma equipe ideal, sob a perspectiva técnica, tática e plástica. E como bom treinador, nosso bola da vez não pensou em sete jogadores, mas em um plantel ideal.</p>
<p><strong>Portal do Handebol:</strong> Qual o seu primeiro contato com o mini-handebol?</p>
<p><strong>Diego Melo:</strong> O meu primeiro contato com o mini-handebol foi em 1999 em um campeonato em São Bernardo, o São Bernardo Cup que foi realizado no Pavilhão Vera Cruz. Eu lembro que as equipes do colégio que organizou esse campeonato iam muito para a Europa e os professores traziam algumas coisas do mini e apresentaram nessa competição, foi bem interessante, e esse foi o meu primeiro contato com a atividade. Depois na faculdade foi que eu comecei a estudar e pesquisar mais sobre o mini-handebol, porque depois deste primeiro contato não ouvia falar mais da atividade.</p>
<p>A Confederação Brasileira colocou em 2000 o projeto e tudo mais, mas ninguém falava muito, até porque a implantação começou mais forte na região nordeste e norte do país. Na época saiu um material apostilado e uns vídeos sobre o mini, mas era o começo de tudo mesmo, era tudo muito simples. Eu fiz o meu trabalho de conclusão de curso da faculdade falando do mini-handebol e quando estava no segundo ano da faculdade, isso em 2002, coloquei a atividade no colégio onde estou até hoje, que é o Integrado Americano em São Bernardo, e isso me ajudou muito a começar a pesquisar mais e me aprofundar no assunto.</p>
<p><strong>P:</strong> Você teve que adaptar esse material apostilado e estes vídeos à realidade brasileira, ou foi possível aplicá-los da forma em que eram encontrados?</p>
<p><strong>D M:</strong> Uma coisa que eu sempre fiz foi adaptar exercícios e sempre criar muito, porque, nas as apostilas passam tudo de forma geral, e mais, muitas coisas que são feitas para os padrões europeus, inclusive no contexto europeu. Uma coisa que eu critico é quase a cópia que a Confederação Brasileira fez do manual da IHF. Poxa vida, eu acho que é pouco. Claro que a IHF é referência, mas poderiam ter conteúdos voltados para o nosso contexto, entendeu? É melhor dar uma adequada, eu não sou a favor dos caras darem uma fórmula pronta de exercício e sim uma coisa mais embasada, com objetivos e intenções.</p>
<p>Por exemplo, eles falam bastante dos objetivos do Mini-handebol, que ele serve para isso, serve para aquilo, ótimo. Mas quando eles mostram os exercícios somente colocam uma breve explicação sem os objetivos, sem explicar, por exemplo, o que podemos e o que devemos desenvolver nessa criança, para que fase do mini-handebol aquilo é ideal. Então, acho que eu usei poucos exercícios daqueles lá, sempre fui pesquisar fora e dei uma adaptada.</p>
<p>Uma vez em um treino, eu ainda fazia faculdade, escutei de um técnico que “se você tem o objetivo é só criar o exercício” um pensamento, (estralando os dedos) sabe, tão lógico, e falei “é verdade”, então se eu quero fazer tal coisa, faz o exercício, cria você, não precisa ir lá na apostilinha, é melhor que o professor saiba o objetivo da aula, de cada exercício, leia o PCN (Plano curricular Nacional), vá saber o que Piaget, Wallon, Freire tem a dizer das crianças dessa faixa etária. E as apostilinhas, até então&#8230; agora que saiu uma melhorzinha aí de mini-handebol que é da EHF, na verdade eu acho que até agora é a melhor. Sinceramente acho fracas as apostilas de mini-handebol, claro a que a idéia da filosofia, dos princípios, tudo bem explicadinho, bem simples, até porque acho que é para todo mundo entender. Mas eu sempre criei, assim como eu crio os artigos do portal [do handebol] eu sempre fui atrás de pesquisar e fazer as coisas para o mini-handebol por analogias.</p>
<p><strong>P:</strong> O mini-handebol é uma ferramenta importante neste trabalho de fazer a criança, ainda mais numa idade relativamente baixa, gostar do handebol e em um país quase que exclusivamente focado no futebol, com uma cultura fortemente enraizada nessa perspectiva?</p>
<p><strong>D M:</strong> É exatamente isso que eu falo na abertura da minha monografia da pós-graduação de Educação Física Escolar e que eu brincava na outra, na pós de handebol que eu estava fazendo em Londrina, estamos no país do futebol e temos a missão de fazer com que crianças deixem o futebol de lado para jogarem um esporte que não é tão popular assim, que não está na TV aberta toda hora e que mal sai no jornal.</p>
<p>Em certa aula na pós a professora em um dos momentos da aula falou que a iniciação do handebol é a partir dos dez anos. Eu levantei a mão na hora, e disse “professora discordo” ai ela disse que “Ah, mas porque, antes é muito cedo e não sei o quê, a criança tem que brincar.” Eu falei “para isso é que existe o mini-handebol, com dez anos, você me desculpe, a gente está no Brasil, o moleque já está com seis anos de futebol nas costas já e, inclusive, disputando campeonatos e torneios no clube, na rua, no colégio. Aí eu falei para ela que lá no colégio onde eu trabalho eu começo cedo com o handebol e as crianças vão para a aula de mini-handebol com aquele sorriso no rosto sempre porque a aula é lúdica, e eles, sempre alegres de estarem indo brincar e eu sempre sorrindo, sempre com roupa de handebol, trato o handebol como a coisa mais bonita do mundo, falo com gosto da modalidade, incentivo a eles acessarem sites, verem jogos, porque se eu não for “o cara”, “o professor”, o cara que eles mais gostam, e minha aula não for a melhor, chega um professor mais ou menos de futsal e já leva eles. Porque o pai deles gosta de futebol, o futebol está toda hora na televisão, com 4 anos de idade o menino já torce pra algum time e eu, sinceramente, como louco por handebol e professor apaixonado não dou nem a oportunidade deles gostarem do futebol. Eu tenho muito argumento bom para poder fazer eles desistirem do futebol.</p>
<p>Um, é assim, falo: isso, vai lá jogar futebol, tem 500 moleques lá para treinar, todo mundo treina e cinco vagas. Você vai ter que ralar muito por uma vaga, e aqui no handebol todo mundo pode revezar toda hora e você tem mais chances de jogar. Uma que a chance dessa criança jogar e brincar mais já faz pensar muito.</p>
<p>Outra é mais ou menos assim que eu falo para os moleques. O que você mais gosta no futsal? E geralmente eles respondem “De fazer gols!” e ai é que entra a argumentação mais forte, porque eu pergunto “Quantos gols você marcou no jogo de futsal, qual o máximo que você já chegou?” Ai ele responde “É, uma vez em um campeonato quando estava fácil, eu marquei três!”. Ai eu digo “Pô, parabéns&#8230; Mas veja só como ainda não está bom&#8230;”, aí eu chamo os meninos que eram do mini, hoje jogam na Metodista e estudam lá no colégio “Ô Fulano, ô não sei quem, vem cá, deixa eu fazer uma pergunta pra vocês&#8230; O último jogo aí, quanto gols você marcou?” Daí eles falam 13, 8, 5. Aí eu digo, “Está vendo, o seu amigo aqui marca oito, nove gols por jogo. Chega em casa e fala, “aí mãe marquei nove gols”, e você fala “aí pai marquei um golzinho, hoje não marquei nenhum”. Isso é pegar pesado pra conquistar os alunos mas dá resultado porque tudo isso que eu disse é verdade. Fazer o gol, para eles é o máximo. Porque o que é mais legal no futebol? É marcar o gol, é ser o artilheiro, ser o centro das atenções e no handebol os caras estão mais propícios a isso e marcar o ponto, o gol nessa idade deles é sensacional é sinônimo de sucesso.</p>
<p>Uma coisa que eu percebi é que falta o ídolo pra eles. Falta aquela coisa que o futebol tem dele falar “quero ser o Kaká, quero ser o Rogério Ceni” e um incentivo grande pra eles é o de ter contato com os ídolos do handebol e eu faço esse trabalho de levar eles até as crianças, referencias para perto deles, pois como nós estamos em São Bernardo eu tenho essa facilidade, até por eu ser amigo de todos os atletas e sempre levo alguns atletas de apelo, o Maik, Japa, Pré, Diogo, Adalberto, David, nome forte, não é qualquer um não, eu levo os caras que estão lá no Pan-Americano, que estão nas equipes de ponta e que vão para a seleção para a molecada ter contato. O ídolo fazem eles quererem mais. Eu já vi um menino falar assim “Pô quando eu for goleiro eu quero ser igual o Maik”. Eu lembro na época do colégio que o Maik foi meu estagiário, ele ficava dando autógrafo o dia inteiro, não conseguia nem fazer o estágio direito. Daí as crianças no gol falavam que eram o Maik. Defendiam e falavam: “Maik!!!”. Igual falavam Rogério Ceni, Marcos&#8230; Isso pra quem é do handebol é maravilhoso.</p>
<p>E este tipo de professor de que falo, até é um dos tópicos da apostila da federação, o professor ser carismático, ser entusiasta, sabe. Chegar na aula abafando, não é boa tarde (tímido), é boa tarde (aos gritos) galera, é handebol, é o momento mais legal da semana! É você explicar e fazer os moleques darem risada, entenderem, ser paciente e além de tudo fazer com que a aula seja mais legal do que nunca.</p>
<p><strong>P:</strong> O fato de estar em São Bernardo como você coloca, somado aos resultados conquistados pelas equipes da cidade te ajudaram a implantar os projetos de mini-handebol e tentar ampliar a aceitação da modalidade nas crianças pequenas?</p>
<p><strong>D M:</strong> Eu acho que ajuda sim. Eu não posso dizer com certeza, se eu estivesse, por exemplo, em uma cidade do interior do Mato Grosso se seria tão fácil implantar o mini-handebol, quanto foi aqui em São Bernardo. Por que, como eu falei aqui eles tem perspectiva de crescimento, uma perspectiva mais de sucesso. As meninas vão lá para o MESC, para a Metodista, os meninos vão lá para a Metodista, pro IMES que é na região.</p>
<p>Esse trabalho que falei de sempre levar jogadores das equipes de ponta aqui, fica fácil, nos festivais de mini-handebol, chamava alguns jogadores da seleção, davam entrevista para os pais, autógrafos, sabe, e claro com bastante jogos e brincadeiras. Ai eu penso “em que cidade que eu teria oportunidade de fazer isso?” Na pós agora eu estou vendo, por que tem cara de Manaus, cara do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e eles mesmos falam “Poxa, em um festival assim você leva os caras da seleção”, então, vendo tudo isso, o contexto, acho que fica mais fácil sim.</p>
<p><strong>P:</strong> O atleta iniciado no mini-handebol tem uma formação diferenciada? Por que além deste aspecto da brincadeira, do lúdico, o mini-handebol possibilita trabalhar em um menor espaço essa questão do fundamento e da técnica?</p>
<p><strong>D M:</strong> Na verdade, a questão do espaço nem é tão mais importante. O espaço é reduzido porque eles são pequenos, e tudo no mini é adaptado pra eles. Mas em relação à parte de desenvolvimento global eles saem muito bons, claro que, respeitamos as limitações e características de cada criança, mas no geral os alunos vão para o mirim aptos a começarem a jogar o handebol. Tudo o que a gente pode desenvolver na criança nesta faixa etária o mini-handebol pode colaborar, porque as aulas também não são engessadas, só aula com bola. Tem equilíbrio, brincadeiras, atletismo, tudo lúdico e em cada faixa do mini-handebol, por exemplo, dos seis anos a sete anos, a gente visa desenvolver isso. De oito a nove, isso aqui. Só em seis anos, mais isso do que isso. A gente tem, mais ou menos, tarefas a cumprir. Para que cheguem lá com nove anos, como os meus alunos, no mirim, eu se quiser dou tático para eles. Que nem o [Vinícius] Coltri [atleta da equipe de handebol da Faculdade de Direito de São Bernardo] disse em um campeonato onde ele foi com as equipes do colégio, os moleques sabem o que é defesa 3x2x1; 4&#215;2; 3&#215;3. Não que eles façam isso no mini-handebol mas eles já tem noção.</p>
<p>Mas com certeza eles chegam melhor não só para o handebol, meio que para tudo, por que entra a parte de socialização, de disciplina, respeito, cooperatividade, desenvolvimento cognitivo, convívio em grupo. E eu considero excelente o trabalho.</p>
<p><strong>P:</strong> Então, quer dizer que o mini-handebol promove o desenvolvimento geral do atleta, e ao mesmo tempo, permite com que ele desenvolva as habilidades de jogo em um espaço compatível ao seu tamanho, para só em seguida promover a transferência para um ambiente de jogo competitivo?</p>
<p><strong>D M:</strong> A questão do desenvolvimento motor no mini-handebol é muito ampla e chega até a utilizar outros esportes. Nós realmente visamos atingir a maior gama possível de desenvolvimento global nas crianças porque além delas estarem preparadas para o próximo passo, que é o handebol propriamente dito, eles com certeza devido aos ensinamentos do mini, vão ser pessoas melhores de lidar, melhores cidadãos futuramente.</p>
<p>A questão da competição é tratada com extrema cautela e a vitória e a derrota são minimizadas, não exaltamos quem ganha tampouco deixamos de lado quem perde, a palavra de ordem no mini é “vamos brincar e tentar fazer o nosso melhor”. Frequentemente eles me perguntam “professor, que ganhou o joguinho?” e eu já digo “Uma que eu não sei, outra que não me interessa. Você jogou bem? Está feliz? Quais observações quer fazer sobre o jogo?” e assim vai. Eles se acostumaram a nem contar placar de nada por que sabe que eu não gosto e também não ligo, porque sempre exalto aqueles que têm boas atitudes gerais.</p>
<p>Uma coisa até que uma menina aluna minha disse em um vídeo é que “o mini-handebol é bacana porque tem tudo o que eu quero. Eu brinco, corro eu faço gol, estou com os meus amigos, o professor é legal.” Então, junta tudo o que eles gostam e eles ainda sentem-se prestigiados pelo professor, que eu dou jeito de achar uma coisa boa para elogiar em todos, claro que pontuo aquilo que dá pra melhorar ou tem que mudar, mas sempre dou um jeito de elogiar.</p>
<p><strong>P:</strong> E esse trabalho desenvolvido com o mini-handebol fornece atletas com maior consciência de jogo, pela combinação entre o lúdico e o aproveitamento do espaço, para suas equipes, mirim, infantil e cadete no Integrado?</p>
<p><strong>D M:</strong> Eu tenho um time lá, que agora é infantil. Todos eram do mini-handebol, e é muito mais fácil trabalhar com eles. Uma que eles já sabem exatamente o que eu vou falar para eles, o que eu gosto, ou qual é o proceder, como é a filosofia, de fazer o melhor e não a de ganhar. Vamos fazer o nosso melhor, ganhamos? Ótimo. Não ganhamos? Fizemos o nosso melhor. E de não levar o esporte tão a sério. Fazer do esporte um meio de qualidade de vida, de ser feliz. Deixa para se preocupar com o esporte, se vocês forem atletas profissionais, se vocês forem viver disso, como eu vivo.</p>
<p>Mas da parte técnica, defensiva, eles tem muita mobilidade defensiva, principalmente pelas brincadeiras, eles têm muita facilidade de se locomover lateralmente, diagonal, de costas. Da parte ofensiva é muito bom também, porque eu estou trabalhando com o que o Jordi [Ribeira] fala muito, que é ocupação de espaço vazio, muita variação de finta, passa e vai, e mesmo no mini-handebol, eles brincando já fazem isso, eu já passo esse conceitos. E isso aí dá uma facilitada. Porque mesmo se você não colocar nenhum tático para os moleques, eles atacam no espaço vazio e passam. Sai um engajamento meio que naturalmente.</p>
<p>Eu sempre mandei muito aluno meu do mini para os clubes aqui do ABC, como a Metodista e o MESC e os técnicos sempre elogiaram muito as crianças.</p>
<p><strong>P:</strong> Então você chegou a apresentar o seu trabalho do mini-handebol para o Alberto Rigolo na Metodista. E qual foi o retorno dele?</p>
<p><strong>D M:</strong> Eu tinha falado ao telefone com ele, há umas duas semanas já. Então, ele já sabia mais ou menos o que eu ia apresentar, já me conhecia, já sabia que eu tinha faculdade lá, que já tinha feito parte do time, já tinha me visto em campeonato contra equipes da Metodista, e quando eu fui falar com ele, segundo ele mesmo, a resposta já estava mais ou menos pronta. O Alberto é muito decidido, não tem meias palavras. Isso aí é bacana eu admiro muito isso nele, porque ele é sincero e mostra convicção nas coisas que faz.</p>
<p>Levei meu laptop, mostrei lá para ele uma gama de coisas. Fotos, meus artigos, meus trabalhos de monografia, alguns vídeos, vídeo do festival, um manualzinho que eu tinha feito, tenho bastante material do mini-handebol. Ele virou para mim e falou assim “Olha, a resposta já está formulada&#8230; fecha esse negócio porque o seu trabalho eu já conheço, vamos ser mais práticos. A resposta já está pensada há uma semana, goste você ou não. Eu gostei de tudo o que você me mostrou, e foi só para reforçar o que eu vou falar. Parabéns, você é o novo coordenador e professor de mini-handebol da Metodista. Você vai combinar seus dias de trabalho com o Rogério Totó, vai trabalhar assim, assim, assim.” E eu [comemorando discretamente] assim, “deu certo!”. E ele orientando. Ele levantou [bate a mão simulando um aperto de mão] seja bem vindo, além dessa camisa laranja, que é a do Integrado, você vai começar a vestir a da Metodista. Mal sabe ele que eu sempre vesti, porque eu torço pela Metodista desde os 14 anos. Nunca torci para time de futebol nenhum. Os caras me perguntam, que time de futebol você torce. Respondo “para nenhum, eu torço pela Metodista serve?”.</p>
<p>E foi isso, saí de lá, liguei pra minha família contei tudo, liguei para o meu amigo aqui [aponta para seu atleta Vinicius Coltri] para contar. Foi um desses momentos impagáveis da vida sabe, tipo ganhar um campeonato, entrar numa faculdade, é um dia que eu nunca mais vou esquecer. Desde então, está tudo certo. Falei ontem [23 de abril] com o Rogério Totó para acertar o início do projeto, os locais, como ia ser, o que ia precisar. Comuniquei a intenção de fazer um manual de mini-handebol da Metodista, porque tem um peso e vai ajudar muita gente ter um manual decente pra trabalhar.</p>
<p><strong>P:</strong> Este contrato permite utilizar o potencial de atração da instituição Metodista para captar e ampliar o número de atletas formados seja na região do Grande ABC ou das outras localidades contempladas com os projetos sociais da equipe?</p>
<p><strong>D M:</strong> Eu tenho certeza de uma coisa. Isso daí eu falo sem sombra de dúvida. Se por um ato isolado meu, em uma escola particular que é o Integrado, eu já fornecia entre cinco e nove atletas para o mirim da Metodista, este número agora vai triplicar ou quadruplicar. Eu tenho certeza que o mirim da Metodista depois da chegada do mini-handebol e, consequentemente, depois o infantil, o cadete, vão ter muito mais atletas de qualidade. Não que não tenham, muito pelo contrário, mas, por exemplo, o mirim que eles tinham iam até o técnico que hoje é o Hula, o Viomário, e chegar lá e fazer meio que um trabalho de base, já vai estar tudo mais ou menos tudo preparado. Eu vou mandar os meninos igual eu mandava do Integrado, meio que prontos pra jogar e lá eles já vão estar em um ambiente propício para isso. Lá eu vou ter a facilidade de eu chamar um cara do time e já ter um cara da seleção para as crianças se espelharem.</p>
<p>E outra que deve facilitar em todos os sentidos. Uma pela divulgação. Claro que a Metodista vai começar com um pólo, dois, depois vai crescendo. Mas a divulgação do mini-handebol pela Metodista, se for duas vezes maior do que já tinha no Integrado, porque eu só posso divulgar no colégio, não é uma coisa aberta para a comunidade, já vai render mais frutos, já vai melhorar. Por que eu vou continuar mandando os moleques do mini-handebol do Integrado para a Metodista e mais os que estou formando lá dentro. Então o mirimzinho lá vai bombar de gente, e de qualidade, vindos do mini-handebol.</p>
<p><strong>P:</strong> E voltando um pouco à questão do mini-handebol, como é feito o trabalho com o goleiro? A posição tem exercícios e uma preparação também diferenciada?</p>
<p><strong>D M:</strong> Mais ou menos, pois todo mundo pode ir ao gol. Tanto é que as crianças , assim como eles fazem na rua, que a gente trabalha com atividades e jogos de rua, fazem o “levou gol vira goleiro” e se a criança não quer, não gosta, tem medo da bola, a menininha principalmente, as meninas geralmente tem mais medo, aí a gente fala, “não, não precisa ir no gol”. Mas todo mundo passa pelo gol, todo mundo pode ser o goleiro, não precisa de um uniforme específico, nada. Time de colete vermelho contra time de colete azul, a hora que quiser; uma coisa organizada “Professor posso ir agora? Pode!” Os moleques não precisam fazer aquelas trocas, é só ir, o outro vai para a linha e acabou. Mais para o último ano do mini-handebol, aqueles que já se definem goleiro, que tem uma hora que o moleque já fala, sou o goleiro, ele tem toda a base de um jogador de linha, mas ele começa a ter alguns ensinamentos, como posicionamento básico, defesa simples, defesa média, baixa, defesa alta, média, enfim, ele já começa a ter essas noções, até um pouco de abertura em “X”, que a gente brinca, coloca o banquinho lá e os moleques pegam e saltam. Tem criança que assimila bem isso. Tudo meio que fazendo brincadeiras, mas já dando um específico para o menino que já tem um gosto maior por ser goleiro.</p>
<p>Mas não adianta eu achar que todo mundo vai ao gol. Eu mesmo tinha medo. Uma, ele precisa falar: eu quero ser goleiro. Você vai levar bolada, ele vai falar “e daí?” Precisa ser um cara corajoso, precisa estar disposto a isso. Se o moleque está disposto, já vamos pegar ele e vamos começar a trabalhar já, porque não é todo mundo que quer ser.</p>
<p>É igual canhoto, canhoto eu não deixo no gol não [rindo]. O menino fala pra mim “Eu sou canhoto, mas eu sou goleiro.” Eu na hora já digo, “não, você não é goleiro, goleiro tem um monte destro aí, vem para a linha pelo amor de Deus. (risos)”.</p>
<p><strong>P:</strong> Essa formação deles, essas brincadeiras, esse deslocamento facilita a vida dos que se definem goleiro, pelo fato dele ter um maior trabalho de perna, de movimentação, ou até mesmo essa maior consciência tática do jogo?</p>
<p><strong>D M:</strong> Esses meninos que eles passam pela linha e fazem essas brincadeiras, uma que eu percebo que eles não têm medo assim de se jogar na bola devido às brincadeiras. Eles também não tem medo da bola porque no mini-handebol ela é mais fofinha, quando ela bate no corpo não dói tanto.</p>
<p>Deslocamento lateral eles têm muito, principalmente no último ano com nove, dez anos, eles têm muita lateralidade, o problema é só o tamanho, mas as traves do mini-handebol são adaptadas, a altura menor da baliza, principalmente para o goleiro é importante adaptar com pedaço de madeira, uma corda, uma faixa, porque se não o moleque chega em casa e fala pra família “não quero ser mais goleiro não, tomei 13 gols hoje, porque não alcançava a bola.” É essencial nessa fase passar por todas as posições, porque é a fase de experimentar e ampliar o repertório geral, nada específico.</p>
<p><strong>P:</strong> Você dirige times mais velhos, como o da Faculdade de Direito de São Bernardo, em que aspectos o trabalhar com o mini-handebol ajuda na tarefa de lidar com o lado psicológico, numa pedagogia com os atletas mais velhos?</p>
<p><strong>D M:</strong> Paciência que eu adquiri dando aula para as crianças é incrível e com os atletas do juvenil, junior, adulto não é diferente. Claro, que os problemas são outros, mas eu observo que problemas de relacionamento, de conduta às vezes são até meio parecidos. Poxa vida, o problema que o pessoal do mini-handebol tem o pessoal do adulto também tem (risos) até porque são pessoas diferentes. Eu percebo um negócio, os meus alunos quando saem do mini-handebol, no mirim, no infantil, tem poucos problemas gerais. Talvez, o meu time no adulto seja assim porque eles não foram do mini-handebol um dia (risos). E, claro são pessoas de diferentes escolas e diferentes partes do país, outras cidades. Para mim é mais fácil estar todo mundo junto, mas a parte de ser paciente, de ser didático, de explicar tudo nos mínimos detalhes e de forma bem clara, eu acho que isso aí ajuda. Até na hora de tratamento porque leva tudo com bom humor, é mais agradável para eles estarem treinando.</p>
<p>Claro que tem hora que você precisa ser um pouco mais rígido e eu percebo que eles exigem isso de mim, do técnico pegar um pouco mais forte e dar uma chamada mais dura para o cara sentir meio que obrigado, motivado, pressionado a fazer alguma coisa. Mas, principalmente, a parte da paciência, o mini-handebol ajuda muito para o adulto.</p>
<p><strong>P:</strong> E nos treinamentos, você transfere alguns conceitos do mini-handebol, principalmente na execução de fundamentos e trabalho em espaços menores, para o treinamento do adulto?</p>
<p><strong>D M:</strong> Na verdade o handebol é um só. O que a gente passa no mini-handebol, até na segunda fase do mini, são conceitos até avançados de handebol. Os conceitos básicos do handebol são os mesmos, desde o mirim até o adulto. Porque o conceito de passe bom é o mesmo para todas as categorias, o de arremesso também, e na verdade fica mais fácil para eu lembrar os adultos destes conceitos básicos porque eu estou em contato com eles todos os dias;</p>
<p>Talvez se eu não desse aula para o mini-handebol, esses conceitos iam meio que se perder, esses conceitos básicos. O feijão com arroz ia passar e a gente ia ficar só no tático. Pô, por que o tático não vai para frente? Porque não tem passe, porque o atleta erra o arremesso, etc. O meu time no adulto joga muito simples, eu não coloco muita coisa tática e eu até explico para eles, não posso ainda dar um tático muito avançado se os fundamentos básicos não funcionam. Então, é um trabalho baseado em conceitos simples, a maioria dos conceitos que o mini-handebol vê, o mirim vê, eu ainda passo na faculdade.</p>
<p><strong>P:</strong> Então nesses treinos com o adulto você foca muito o que o Bernardinho costuma priorizar na seleção de vôlei masculino que é valorizar muito a execução adequada dos movimentos para em seguida introduzir novas preocupações e estratégias de jogo?</p>
<p><strong>D M:</strong> Com certeza, estava vendo um jogo esses dias, que era Suécia e Alemanha na final da Euro 2002, e eu estava vendo que a Suécia se tinha movimentação, eram movimentações muito simples. É um cruzamentinho aqui, outro ali, mas o que diferenciava mesmo o time da Suécia eram os conceitos básicos ofensivos e defensivos bem feitos. Rodava a bola uma vez, chegava um peão, que era o Olson, ou o Magnus Wisllander, e arremessava. Claro, de modo muito técnico, aquele Stefan Lovgren sensacional, mas eu falava, cadê o tático destes caras? Porque na hora do vamos ver, um, dois, três, subia, esperava definir e fazia o gol ou ia para o um contra um e gol e aí você mostra um vídeo desses para os atletas ou para os alunos e eles falam “Nossa que handebol simples!”, parece simples, mas esse é o psicomotor. A psicomotricidade faz com que os movimentos sejam feitos de forma natural, a mais natural possível, e aquele time da Suécia é perfeito para explicar isso, por isso que eu pego tanto no pé em fundamento, é claro que tem movimentação bacana para fazer que ajuda, até para dar uma suprida nessa falta de fundamento. Movimentações simples para o time fazer um gol, muitas que abrem a defesa, mas que se tiver o fundamento nem precisa.</p>
<p>Eu preconizo muito isso, um handebol simples, mas eficiente, porque não adianta nada toda aquela jogada que a gente estudou três anos, e que é toda avançada e não sei o que, por causa do cara passar errado não dar certo.</p>
<p><strong>P:</strong> E, guardadas as proporções, as estratégias para convencer as crianças a gostarem do handebol são as mesmas aplicadas com os jogadores, ou possíveis atletas do adulto?</p>
<p><strong>D M:</strong> É um pouco diferente. Na verdade, a estratégia adotada com as crianças é fazer elas gostarem do esporte literalmente, mostrar o esporte e fazer com que elas gostem do esporte. Com o treinamento do handebol, principalmente no adulto, o pessoal já vai porque gosta&#8230;</p>
<p><strong>P:</strong> Mas, e para captar algum atleta, essas ações ajudam?</p>
<p><strong>D M:</strong> É difícil, ainda mais trabalhando em uma faculdade que não é de Educação Física. É uma faculdade de uma área específica, que é o Direito. Quem vai para o time, com certeza ou já jogou no colégio, ou já teve algum contato com alguma coisa e gosta do esporte por algum motivo. Talvez, por exemplo, na Direito São Bernardo, onde a modalidade está tendo êxito, está aparecendo mais, até porque a coisa está mais organizada, os dois últimos JUD [Jogos Universitários de Direito] nós ganhamos, o JUD Nacional também, eles sabem que a gente treina. Talvez essa visibilidade, esse respeito que a modalidade conquistou dentro da faculdade atrai alguns freqüentadores&#8230;</p>
<p><strong>Vinicius Coltri: </strong> O jeito que eu vejo o handebol na Direito São Bernardo, a gente vai para os Jogos, como o JUD que a gente foi campeão ano passado, do nacional e do estadual, a torcida, até pelo jeito que é o esporte de ter muitos gols, a torcida participa muito. A bateria sempre participa muito. De todos os campeonatos que eu joguei, teve um que infelizmente a gente perdeu o primeiro jogo, e mesmo assim a bateria estava lá. Era no meio da tarde, o pessoal poderia estar fazendo outras coisas, e estavam lá torcendo pela gente. A diferença que eu vejo do handebol na nossa faculdade é isso. E o pessoal é uma família mesmo, a maioria é amigo que sai todo dia, no mínimo uma vez por semana a gente vai comer juntos, está sempre junto. E isso às vezes atrai. Um cara que é amigo nosso, mas não jogava ele vai lá para começar a jogar. Isso daí às vezes também acontece.</p>
<p><strong>D M:</strong> Dentro da faculdade na verdade tem umas três variantes para o cara jogar. Uma é o cara já gostar do esporte e, dizer “beleza, vou jogar porque eu já gosto”. Outra é o cara se enturmar, fazer amigo e ter êxito em uma atividade dentro da faculdade. Porque essas coisas esportivas dão visibilidade para o cara dentro da faculdade, o cara é do time campeão, está lá nos Jogos, a parte social dele tende a melhorar. Outra, eu já vi muita menina, principalmente fazer por fazer uma atividade física bacana. Aí a gente orienta meio que como professor de educação física e não como um técnico. Porque ela fala eu não vou jogar, estou aqui só para treinar. Esses são as três principais variantes que fazem a pessoa deixar sua casa em um sábado a tarde e ir treinar handebol, e é assim que a gente capta atletas, fazendo um trabalho bacana.</p>
<p>Um dos fatores que ajuda a captação de alunos são os títulos, o êxito, porque ninguém vai para onde o negócio está ruim. Por exemplo, se o time de basquete está uma porcaria, “ah eu vou lá&#8230; Vai lá por quê? A não ser que você ame muito a modalidade” Ai o universitário pensa “O time de handebol? O time de handebol está disputando o nacional, vários campeonatos. Tem um técnico, uniforminho bonitinho, vou ver qual é que é. Vou experimentar.” Eu já vi muitos caras fazerem isso. Tem cara que não agüenta, porque já é um ritmo um pouco mais acelerado, mesmo a faculdade. Mas, esses são os motivos da entrada de um atleta na equipe da faculdade.</p>
<p><strong>P:</strong> E até por isso, por essas origens diferentes, atletas enturmados ou aqueles que jogavam pelo colégio ou eram federados, é fundamental trabalhar primeiro o fundamento e a técnica individual para elevar o padrão de homogeneidade e coletividade da equipe?</p>
<p><strong>D M:</strong> Na verdade a gente não pode, por exemplo, olhar só para os melhores e trabalhar com isso. Nós temos alguns atletas como o Coltri, jogou na Metodista, o Vitor joga no Imes até hoje, o Felipe foi goleiro da Metodista, teve outros também que treinavam em escola, mas no primeiro momento que eu peguei o pessoal para treinar eu não sabia quem eu tinha na mão. Não sabia quem era federado, quem não era, na mão de quem passou, aí você coloca um treino meio que geral, indo do geral para o específico e procurando corrigir, por exemplo, eu trabalho em cima de objetivo como o passe. O passe dele está bom, o passe dele está bom, o passe dele está ruim, corrige, e assim nos vamos trabalhando, corrigir uma coisa, lógico continua com isso aí, continua com a manutenção desse fundamento e a gente vai para outro.</p>
<p>É complicado, demora um pouco mais, é um trabalho segmentado e de paciência. Eu montei uma planilha para esse ano exatamente para chegar nesse final de semana [26 e 27 de abril] deixando tudo certo para atingirmos o ápice da forma geral neste final de semana e nós temos que agir dessa forma, pensando em todo mundo, porque, por exemplo, têm quatro caras bons no time, dois ruins. Passa a bola para esses ruins, eles acabaram de ferrar com esses outros caras bons, não adiantou nada. Tem que trabalhar todo mundo, deixar todo mundo que nem você falou, homogêneo. Claro, que vão ter os destaques, porque o cara que já sabe passar, ele já sabe passar, já está um passo à frente e treinando a tendência é melhorar. Mas aquele cara que não sabia, pelo menos já vai estar apto a jogar com esse cara que tem um pouco mais de conhecimento, de desenvolvimento no esporte.</p>
<p><strong>P:</strong> Como encarar o desafio no trabalho com times de faculdades em montar novas equipes a cada ciclo de cinco ou seis anos, em virtude da perda de atletas. E, ao mesmo tempo, desenvolver ações para parar e surpreender adversários tradicionais naquele período de tempo específico, que têm pontos fortes e fracos já detectados e também estudam seu time?</p>
<p><strong>D M:</strong> Em relação a captar atletas, a gente já está começando a vivenciar isso, porque eu estou há um ano lá só, e eu já havia pensado, que essa geração uma hora vai sair da faculdade, se não fizerem pós [graduação] eles vão deixar o time de handebol. Mas a gente conta sempre com o pessoal vindo de vestibular. A minha sorte é que o handebol, hoje em dia está crescendo muito e é um esporte muito praticado em escola, principalmente em escola particular, que é o perfil da Direito São Bernardo, se não me engano.</p>
<p>Claro, que vem aluno de todos os cantos, mas pelo menos lá no time, a maioria era atleta de colégio particular e grande parte, mais de 80% do pessoal estudou em colégio particular ou de São Bernardo ou do ABC, mesmo do interior e tudo mais. Mas a captação de atletas, eu vou fazendo assim, você torce para que alguma pessoa que faça o vestibular tenha contato com o handebol, e a probabilidade disso acontecer hoje em dia é grande, por causa do crescimento da modalidade.</p>
<p>Em relação aos times, dos mesmos campeonatos, é verdade, complica mas nem tanto. Por exemplo, no JUD, que é os Jogos Universitários de Direito, a gente já sabe mais ou menos com quem vai fazer a final, a semifinal, quem que é bom quem que não é. Não tem muitas surpresas. Dos dois lados. Os caras sabem que o chumbo vai vir grosso do nosso lado, porque talvez as nossas equipes sejam a única que treina sério e se dedica, e eles sabem mais ou menos quem que joga. Isso é ruim. A gente tem que fazer tático e tem que fazer estratégia, principalmente de mudar jogador de posição e de não entrar com o mesmo time toda hora para surpreender, porque sendo aquilo lá que eles já sabem, eles vem com o esquema tático certo, ou não também. Mas fica uma coisa interessante igual no futebol com Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, todo mundo já mais ou menos conhece e aí entra a parte tática, superação e de rivalidade, é uma coisa gostosa.</p>
<p>Em relação aos outros campeonatos, não muda muito. Por exemplo, a Liga ABC, que nós jogamos, ou a São Caetano Cup a gente não sabia o que a gente ia encontrar pela frente, nem eles. São desafios novos, a gente vai jogar e não sabe o que espera. Vence quem tem o melhor handebol, quem está mais preparado física e taticamente, quem tem mais tempo de treino, é o conjunto de tudo. Isso aí é legal, mas os dois tipos de campeonatos são bacanas, um para a gente ver a quantas anda o nosso tático e outra para a gente ver o nosso geral e trabalhar sempre pra tentar consertar os erros e melhorar onde dá.</p>
<p><strong>P:</strong> Agora, o Diego que analisa, que gosta do handebol, para responder essa questão. O que falta para o handebol atingir uma espécie de boom e promover a transição entre os inúmeros jovens praticantes das escolas, faculdades e colégios para a carreira profissional nos clubes?</p>
<p><strong>D M:</strong> Isso é uma coisa que a gente sempre conversou entre os técnicos. Eu estava conversando com o Jean Carlos [Ramires] que era o técnico da Unifil, hoje Unopar, falta o Brasil ganhar uma medalha de expressão, uma medalha olímpica, seja no feminino seja no masculino. No Pan-Americano meio que não adianta, o pessoal da modalidade, o pessoal depois vai analisar, sabe que no contexto mundial, o Brasil é forte somente na América, o que para algumas empresas apostarem no handebol já bastava, porque, talvez, o alcance seja só aqui dentro do continente. Mas falta isso aí. Se o Brasil no feminino que na minha opinião tem mais chances, se ganhar uma medalha olímpica agora, você vai ver o tanto de equipe que vai ter o patrocínio melhor. Isso aí com certeza vai acontecer. Tomara. Eu acredito que vai haver mais investimento se o Brasil conseguir uma medalha.</p>
<p>O pessoal geralmente pára no juvenil, júnior, principalmente porque o país tem poucas equipes. A gente vê o Campeonato Paulista com nove equipes, sei lá quantas equipes, Copa do Brasil, a Liga com sei lá, seis, sete. As inscrições são muito caras, até a equipes de tradição dificuldades para pagar os dez mil reais que é a taxa de inscrição do time na Liga. Pô, dez mil reais. Para um time que não tem muita estrutura, não tem patrocínio, realmente complica.</p>
<p>É aí que o pessoal começa a sair fora, porque se nem o meu time tem como me bancar como vou jogar handebol? A pessoa precisa se sustentar, a família cobra, ele se cobra. Uma coisa que o Morten Soubak (técnico do Pinheiros) falou na pós-graduação que fiz é que, realmente seria válido tentar colocar, por exemplo, mais equipes universitárias, que é onde se pratica bastante handebol, nesses campeonatos. Além dessas instituições terem como ajudar atletas através de bolsas de estudo isso seria legal para atrair mais público, mais investimento, porque é o que falta com certeza. Falta investimento, mas falta investimento por quê? Porque é um esporte fechado, são poucos clubes, e não atingem uma grande parte da população. E onde é que poderiam atingir a população? Principalmente com as faculdades e times de grande expressão, por exemplo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, times que tem torcida e tudo o mais. E aí, eu acho que ia começar a atrair um pouco de investimento, e o pessoal ia conseguir se sustentar através do handebol ou mesmo ver o handebol como uma coisa que pudesse ajudar sua vida, caso de fazer uma faculdade por você estar jogando na equipe da instituição, porque caso contrário, o handebol de São Paulo fica na mão de quatro ou cinco times. E o pessoal já sabe quem que está nas equipes e isso desmotiva a qualquer um, porque tem quinze equipes no juvenil, aí chega no júnior já tem dez. E no adulto, já sabe que vai afunilar e não sabe para onde vai ter equipe para ir. Isso acaba fazendo com que as pessoas desistam mesmo. Na Dinamarca existem quase mil clubes de handebol, em um país com uns 43 mil km quadrados de área e uma população de 5 milhões e meio de habitantes. O estado de São Paulo tem aproximadamente 250 mil km quadrados e mais de 40 milhões de habitantes. Alguma coisa dá pra fazer, não é possível.</p>
<p><strong>P:</strong> O que explica a maior possibilidade do handebol brasileiro feminino atingir um resultado internacional expressivo? Podemos considerar as mulheres alguns passos na frente por já terem um número expressivo de atletas atuando na Europa, onde o nível de competitividade é maior? Ou no masculino o equilíbrio entre as seleções é maior, o que pode fazer de um país tanto o primeiro como o décimo colocado em uma disputa?</p>
<p><strong>D M:</strong> O masculino eu analiso por vários fatores. Se for analisar a média de estatura do time do Brasil dá 1,86m ou 1,84m, mais ou menos um e oitenta e pouco. Você pega um time da Europa é um e noventa e lá vai rodo. Noventa e quatro, noventa e seis. A diferença física do porte brasileiro e do europeu faz diferença.</p>
<p>Eu ouvi de um amigo meu da seleção que, no mundial eles foram jogar contra a Alemanha, e quando ele olhou pro pivô era o Dragunski, cara, ele tem 2,14&#8230; Ai eu perguntei “e o que você faz numa situação dessas?” ele disse assim “Não faz, eles deixam você jogar até a hora que eles querem e não dá pra marcar com tanta diferença de tamanho”. Isso ilustra como a diferença entre peso e estatura tornam as coisas realmente mais complicadas para o nosso masculino.</p>
<p>Além da parte física tem também a comparação entre os campeonatos. Enquanto a Metodista, o Pinheiros, o Imes, a Unopar fazem oito ou dez jogos fortes no ano, lá eles fazem isso em um mês. Porque eles têm vários campeonatos, o nacional, as ligas européias, equivalentes no futebol à Liga dos Campeões e à Copa da Uefa. Quando o pessoal do masculino vai para lá, e eu tenho relatos de amigos, e o esquema de treino é muito mais forte, eles não estão acostumados, os jogos são muito difíceis são muito pegados, é muito mais técnico. Depende do país, um é mais rápido, outro é mais técnico, outro é mais contato físico, mas de qualquer forma complica.</p>
<p>Você colocou que no masculino a colocação entre os 10 primeiros do ranking pode ser indefinida, já que as equipes são tão fortes que qualquer resultado não seria surpresa.</p>
<p>Mas sinceramente acredito que Croácia, Dinamarca, França e Alemanha estão em uma fase incrível. A Espanha é sempre uma boa seleção e a Suécia está voltando com força total.</p>
<p>No feminino, já dá uma facilitada, porque o biotipo da brasileira é tão forte quanto o da européia e algumas brasileiras são até mais fortes que as européias. Você não vê muita diferença entre uma mulher européia e uma mulher brasileira no porte físico, que já se observa muito no masculino. E esse intercâmbio que o feminino está fazendo, lógico, é importantíssimo, pois, não adiantaria de nada essas meninas que estão lá continuar aqui, e fazendo também igual ao masculino, dois, três, quatro jogos fortes em um semestre. Hoje tem muitas mulheres brasileiras no handebol europeu, e eu acho que pelas condições gerais elas têm mais condições de atingir um nível que talvez o masculino não atinja se a gente não fizer um trabalho de superação física mesmo, de achar meninos grandes e de fazer esse intercambio com a Europa.</p>
<p><strong>P:</strong> Como pode ser avaliado o trabalho desenvolvido pelos técnicos Jordi Ribeira e Juan Oliver Coronado com as seleções masculina e feminina?</p>
<p><strong>D M:</strong> Avalio com bons olhos tanto o trabalho do Jordi frente à seleção masculina quanto do Juan com a seleção feminina. Eu acho que esse intercâmbio é muito importante para nós, visto que os dois estavam em um grande centro da Europa, no caso a Espanha, e tem muito para acrescentar em diversos pontos, técnicos, táticos, gerais&#8230;</p>
<p>O Jordi é técnico de uma das melhores equipes do mundo, o Ademar de León, e tem muita coisa a acrescentar não só para a seleção, mas para o handebol do país.</p>
<p>Logo depois que eles chegaram me incomodava ver que os dois, ao contrário do técnico dinamarquês do Pinheiros, o Morten Soubak, não se esforçam em falar nosso idioma.</p>
<p>Hoje sei que isso mudou, mas certa vez fui a um curso no Pinheiros e o Jordi ministrou um dos módulos, fiquei incomodado em ver que muitos dos presentes não entendiam muitas coisas que ele passava e isso de certa forma é estranho, visto que as informações lá contidas não foram compreendidas por todos&#8230; Mas perante o que eles vem fazendo para o handebol do país é um detalhe e tenho certeza que a permanência deles ou a vinda de outros profissionais europeus é muito importante para o handebol brasileiro.</p>
<p><strong>P:</strong> O sistema de treinos para a Olimpíada de Pequim que vem sendo implantado pela CBHb é o mais adequado para a situação do nosso handebol e para nossas pretensões olímpicas?</p>
<p><strong>D M:</strong> A preparação da CBHb é muito boa e acho que eles estão no caminho certo. Realmente acho que devemos ter cuidado com a questão da preparação física, já que encontraremos pela frente equipes como Alemanha e Dinamarca, que são muito boas neste quesito, além de possuírem qualidade técnicas e táticas invejáveis. Nestas primeiras fases de treinamento foi comprovado que as condições físicas dos brasileiros e europeus são muito parecidas e o que distancia mesmo é a estatura e peso.</p>
<p>Em relação ao feminino acho que as condições de igualdade são melhores ainda, visto que além da ótima preparação ainda não temos o problema da diferença de estatura.</p>
<p>Agora as seleções estão em torneios na Europa e Ásia fazendo diversos amistosos e isso vai ser ótimo para que os técnicos ajustem os últimos detalhes para uma boa participação em Pequim.</p>
<p><strong>P:</strong> Se você fosse um cartola e pudesse formar uma equipe com os jogadores que quisesse, independente da nacionalidade ou da época em que jogaram, qual seria essa formação?</p>
<p><strong>D M:</strong> (Risos) Ia custar caro mas meu time dos sonhos teria 16 jogadores. Realmente é complicado ter que deixar alguns nomes de fora, mas dos que eu já vi jogar esses são os que me impressionaram mais:</p>
<p><strong>GOLEIRO:</strong> PETER GENTZEL (SUÉCIA), HENNING FRITZ (ALEMANHA) e THIERRY OMEYER (FRANÇA)</p>
<p><strong>PONTA-ESQUERDA:</strong> STEPHAN KRETSCHMAR (ALEMANHA) e LARS CHRISTIANSEN (DINAMARCA)</p>
<p><strong>MEIA-ESQUERDA:</strong> NIKOLA KARABATIC (FRANÇA) e PASCAL HENS (ALEMANHA)</p>
<p><strong>CENTRAL:</strong> JACKSON RICHARDSON (FRANÇA), IVANO BALIC (CROÁCIA) e STEFAN LÖVGREN (SUÉCIA)</p>
<p>PIVÔ: MAGNUS WISLANDER (SUÉCIA) e ROLANDO URIOS (ESPANHA)</p>
<p><strong>MEIA-DIREITA:</strong> OLAFUR STEFANSSON (ISLÂNDIA) e STAFFAN OLSSON (SUÉCIA) <strong>PONTA DIREITA:</strong> PIERRE THORSSON (SUÉCIA) e LUC ABALO (FRANÇA)</p>
<p><strong>P:</strong> O que o handebol significa para você?</p>
<p><strong>D M:</strong> O handebol como professor é um meio para a educação completa, aquela que só o esporte nos proporciona. Educar, construir o conhecimento e formar cidadãos através do esporte é magnífico, já que fui educado através do esporte e hoje tenho a oportunidade de retribuir aqueles que me formaram através do meu trabalho, caso do Colégio Integrado Americano e da Metodista, duas instituições a quem sou muito grato e muito devo aos profissionais que até hoje estão lá e hoje são meus companheiros de trabalho.</p>
<p>Como pessoa eu costumo dizer que eu sou louco por handebol assim como quase todo brasileiro é louco por futebol. Desde os 14 anos, quando entrei para o infantil da Metodista, realmente não torço mais para time de futebol algum, somente para a Metodista, sou fanático pelo esporte, assim como fanático por futebol também gosto muito de camisas de times, uniformes de handebol, livros, tudo que é relacionado ao handebol eu tenho ou compro e sou um fanático assumido, e isso é muito bacana porque me motiva em tudo, torna minha vida mais alegre.</p>
<p>No handebol conquistei muitos amigos, amigos de verdade, e acho que é isso que devemos dar valor&#8230; Às coisas alegres, que nos fazem felizes e o handebol sempre me fez e me faz muito feliz e tenho certeza que isso continuará sempre.<br />
<strong></strong></span></p>
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		<title>Princípios do desenvolvimento de atividades e jogos adequados para crianças de 06 a 10 anos no Mini-Handebol</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 01:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trabalho de conclusão de curso apresentado à Especialização em Handebol, orientado pelo Prof. Ms. Décio Roberto Calegari.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho de conclusão de curso apresentado à Especialização em Handebol, orientado pelo Prof. Ms. Décio Roberto Calegari.</p>
<p>Resumo:</p>
<p>Este artigo teve por objetivo identificar as diversas características de cada faixa etária, não só motoras, mas também, sociais e cognitivas, aliando e adequando estas características com os tipos de jogos e atividades que devem ser proporcionados às crianças para estimular e promover seu desenvolvimento global. O presente trabalho caracteriza-se como um estudo exploratório, com fundamentação em revisão de literatura, onde, além de publicações específicas sobre o mini-handebol foram consultados materiais diversos sobre educação física escolar e psicologia, permitindo analogias com outras áreas do conhecimento sobre educação infantil. O mini-handebol pela sua riqueza e ludicidade, mostrou ser uma possibilidade de atividade muito interessante para ser aplicada em escolas e clubes, já que o intuito do mini-handebol vai além de ser um pré-desportivo do handebol, proporcionando o desenvolvimento global da criança e mais do que formar atletas a possibilidade de formar melhores cidadãos. Esse desenvolvimento é conquistado através dos inúmeros tipos de atividades e jogos adequados para cada faixa etária das crianças participantes do mini-handebol, tendo sido utilizada a experiência da Escola de Esportes da Universidade Metodista de São Paulo como exemplo prático dessas possibilidades.</p>
<p>Clique para ler o trabalho completo: <a href="http://portaldohandebol.com/blog/wp-content/uploads/2009/07/diegomelo.pdf">TCC de DiegoMelo</a></p>
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		<title>Tipos de jogos e atividades utilizadas no Mini-Handebol</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 01:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em uma área relativamente nova, poucas são as bibliografias que discorrem sobre o tipo de exercícios a serem aplicados no mini-handebol, exceto as publicações da IHF, EHF, Real Federación Española de Balonmano e o da CBHb, que limita-se a traduzir o manual da IHF. Neste 4º artigo da série trataremos um pouco desta questão, analisando um pouco o que falam alguns autores importantes em nossa área, assim como tratarei de fazer sugestões práticas para nossas aulas. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá amigos do handebol! Iremos continuar com a nossa série de artigos sobre o mini-handebol e tenho recebido muitos e.mails perguntando quais seriam os tipos de atividades mais indicadas para os praticantes da atividade.</p>
<p>Em uma área relativamente nova, poucas são as bibliografias que discorrem sobre o tipo de exercícios a serem aplicados no mini-handebol, exceto as publicações da IHF, EHF, Real Federación Española de Balonmano e o da CBHb, que limita-se a traduzir o manual da IHF.</p>
<p>Neste 4º artigo da série trataremos um pouco desta questão, analisando um pouco o que falam alguns autores importantes em nossa área, assim como tratarei de fazer sugestões práticas para nossas aulas.</p>
<p><strong>OS TIPOS DE ATIVIDADES: </strong></p>
<p>Segundo Santos (2003) nesta faixa etária de 06 a 10 anos “a criança já começa a realizar movimentos combinados aplicados a jogos. Contudo, as atividades de corrida são preponderantes neste período. A evolução de movimentos como agarrar e arremessar se tornam mais precisos” e “as atividades coletivas se tornam de grande interesse”.</p>
<p>Lendo atentamente o Manual de Mini-Balonmano da Real Federación Española de Balonmano (2002) vemos alguns tipos de exercícios sugeridos, e que quase todos eles enfocam a ludicidade e a psicomotricidade, porém, sem definir os conceitos.</p>
<p>A definição da palavra lúdico no Minidicionário LUFT (1991) define lúdico como “relativo a jogos, engraçado, jocoso”.</p>
<p>Vygotsky (1989) considera que brincando a criança é capaz de satisfazer as suas necessidades e estruturar-se à medida que ocorrem transformações em sua consciência.</p>
<p>Segundo Luckesi (2000) lúdico “são aquelas atividades que propiciam uma experiência de plenitude, em que nos envolvemos por inteiro, estando flexíveis e saudáveis”.</p>
<p>A formação lúdica possibilita ao educador conhecer-se como pessoa, saber de suas possibilidades, desbloquear resistências e ter uma visão clara sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, do jovem e do adulto (SANTOS, 2001).</p>
<p>Piaget (1998) diz que “a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa”.</p>
<p>A capacidade de brincar possibilita às crianças um espaço para resolução dos problemas que a rodeiam. O ato de brincar é mais que a simples satisfação de desejos. O brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaço próprios; um fazer que se constitui de experiências culturais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesmo e com o meio que a rodeia. (WINNICOTT, 1975)</p>
<p>Já sobre psicomotricidade o site da Associação Portuguesa de Psicomotricidade definida como “o campo transdiciplinar que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistêmicas entre o psiquismo e a motricidade. Baseada numa visão holística do ser humano, a psicomotricidade encara de forma integrada as funções cognitivas, sócio-emocionais, simbólicas, psicolingüísticas e motoras, promovendo a capacidade de ser e agir num contexto psico-social.”</p>
<p>Já o site da Sociedade Brasileira de Psicomotricidade define como “a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo”.</p>
<p>Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto. “Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização’”.</p>
<p>Na literatura, existem vários autores que apresentam diferentes tipos de jogos de acordo com a faixa etária, sempre relacionando o jogo com as características do desenvolvimento da criança.</p>
<p>Piaget (1971), pesquisando sobre o desenvolvimento das inteligências, verificou que, baseado na evolução das estruturas mentais, existem alguns tipos de jogos infantis, que vão se sucedendo e se sobrepondo, e sobre os jogos de regras ele diz que “aparece quando a criança tem de 7 a 11 anos aproximadamente, apesar de começar a surgir por volta dos 4 anos. A criança identifica algumas regras impostas pelos adultos. Aos sete, as regras são inflexíveis e sagradas, depois disso passam a ser produtos de acordos, e modificadas por uma questão de consenso. Existem alguns critérios para um jogo ser considerado de regras: objetivo claro ao ser alcançado, existência de regras, intenções opostas e possibilidades de se levantarem estratégias”.</p>
<p>“As crianças, nas suas relações com os iguais, descobrem que é necessária à reciprocidade, para agir conforme as regras, levando em conta que as regras são efetivas, se as pessoas concordarem em aceitá-las. Sua procedência não mais deriva da autoridade externa, mas resultam de convenções acordadas entre indivíduos e, portanto, podem ser modificadas (PIAGET, 1998)”.</p>
<p>Outro tipo de jogo é a defendida por Amaral (2007), os jogos cooperativos, e os define como “atividades que requerem um trabalho em equipe para alcançarem metas mutuamente aceitáveis. Não é necessário que os indivíduos que cooperam tenham os mesmos objetivos, porém seu alcance deve proporcionar satisfação para todos os integrantes do grupo”.</p>
<p>Para Orlick (1989), os jogos cooperativos, são divididos em diferentes categorias, pois achava necessário adequar os jogos aos grupos que jogam:</p>
<li>Jogos cooperativos sem perdedores: todos os participantes formam um único grande time. São jogos plenamente cooperativos;</li>
<li>Jogos de resultado coletivo: permitem a existência de duas ou mais equipes, havendo um forte traço de cooperação dentro de cada equipe e entre as equipes, também. O principal objetivo é realizar metas comuns;</li>
<li>Jogos de inversão: enfatizam a noção de interdependência, por meio da aproximação e troca de jogadores que começam em times diferentes. Estes se dividem em: rodízio, inversão do goleador, inversão do placar e inversão total.</li>
<li>Jogos semicooperativos: estes jogos favorecem o aumento da cooperação no grupo e oferecem as mesmas oportunidades de jogar para todas as pessoas do time. Os times continuam jogando um contra o outro, mas a importância do resultado é diminuída, a ênfase passa a ser o envolvimento ativo no jogo e a diversão (todos jogam, todos tocam, todos passam, todas as posições e outras maneiras).
<p>Santos (2003) afirma que “o professor deve lembrar sempre que a prática do mini-handebol tem que responder às seguintes exigências:</li>
<li>Atuar pedagogicamente visando ao desenvolvimento global de todas as crianças;</li>
<li>Ser lúdico;</li>
<li>Ser prezeroso;</li>
<li>Facilitar as aprendizagens nos domínios motor, cognitivos e sócio-afetivos.</li>
<li>Estimular o trabalho em grupo.”
<p><strong>CONCLUSÃO: </strong></p>
<p>Grande parte dos autores citados nos faz, através de analogias, definirem o jogo de mini-handebol como sendo lúdico, psicomotor, jogo de regras, lúdico, competitivo ou cooperativo e dentro destas definições devemos planejar nossas aulas para que as atividades aplicadas sejam sempre coerentes à proposta e filosofia da atividade.</p>
<p>As atividades especificas dentro de tipo de jogos proposto no mini-handebol devem ser planejados de acordo com a realidade de cada professor, de cada turma, local de trabalho, etc, pois adequando nossos recursos gerais disponíveis a filosofia do mini-handebol congratulamos de diferentes formas o mesmo objetivo.</p>
<p><strong>PRÓXIMO ARTIGO </strong></p>
<p>Em nosso próximo artigo trataremos de ilustrar de maneira simples e objetiva pontos referentes ao desenvolvimento motor de crianças de 06 a 10 anos, assim como a carga, os tipos de atividades especificas e particularidades das intervenções que devem ser feitas pelos professores durante toda a trajetória dos educandos nos quatro anos do mini-handebol.</li>
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		<title>Aplicação de regras básicas do mini-handebol</title>
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		<pubDate>Wed, 21 May 2008 01:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste artigo trataremos da parte de aplicação de regras básicas e suas variantes em relação a ações e fundamentos simples do mini-handebol. Em boa parte do artigo discutiremos um pouco do que fala o manual de mini-handebol da Real Federación Espanõla de Balonmano e da Intenacional Handball Federation, sempre inserindo às regras constatações pessoais que obtive durante todos este anos trabalhando com o mini-handebol. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá amigos do handebol! Neste primeiro artigo de 2008 e terceiro da série “mini-handebol” gostaria de desejar um excelente ano-novo a todos os amigos do site Portal do Handebol e agradecer aos e.mails enviados elogiando os outros artigos.</p>
<p>Neste artigo trataremos da parte de aplicação de regras básicas e suas variantes em relação a ações e fundamentos simples do mini-handebol.</p>
<p>Em boa parte do artigo discutiremos um pouco do que fala o manual de mini-handebol da Real Federación Espanõla de Balonmano e da Intenacional Handball Federation, sempre inserindo às regras constatações pessoais que obtive durante todos este anos trabalhando com o mini-handebol.</p>
<p><strong>INTRODUÇAO: </strong></p>
<p>As regras do mini-handebol foram pensadas e adaptadas para que a aplicação da atividade fosse sempre a mais positiva possível a seus praticantes, assim como preparasse os pequenos para que posteriormente as regras oficiais do handebol fossem facilmente assimiladas.</p>
<p>Quase tudo no mini-handebol é simplificado e mais brando em relação ao handebol, fato que visa também fazer com que o jogo não se torne desagradável principalmente nos dois primeiros anos de mini-handebol, onde as crianças ainda não estão preparadas para lidar com muitas regras e punições rígidas.</p>
<p>Em muitos momentos os próprios alunos podem alterar as regras do jogo ou da atividade caso a mesma seja viável e conforme os objetivos de cada professor, fato que acontece principalmente na segunda fase do mini-handebol, onde eles já possuem um poder maior de argumentação e assimilação das regras. Ressaltamos que estas alterações sugeridas são validas para que a pratica da atividade desperte o maior interesse e prazer dos educandos em praticá-las, congratulando um dos principais objetivos em relação aos alunos nesta fase.</p>
<p>Nos itens a seguir, que tratam das regras simples do mini-handebol em relação aos fundamentos e ações, não devemos esquecer das dicas do capítulo dois, que discorre muito sobre o processo de adaptação de acordo com cada situação e realidade de cada turma.</p>
<p><strong>JOGADORES: </strong></p>
<p>São permitidos quatro jogadores de linha e um goleiro, porém, caso nossa turma seja mais numerosa e nossa quadra for maior é melhor colocar todos jogando juntos do que deixar um ou dois alunos sentados, sempre respeitando o limite de seis jogadores na linha fazendo uma analogia com o handebol.</p>
<p>Em caso de atividades lúdicas ou psicomotoras o ideal é que sempre todos participem ao mesmo tempo das atividades.</p>
<p><strong>TEMPO DE JOGO: </strong></p>
<p>O tempo de jogo sugerido pelo RFEB e pela IHF é dividido da seguinte forma:</p>
<p>2 Tempos de jogo;<br />
Cada tempo dividido em 2 sets com 10 minutos cada;<br />
Intervalo de 6 minutos entre os tempos principais e 2 minutos entre os sets.</p>
<p>Mais uma vez podemos adaptar o tempo de jogo de acordo com o nosso tempo disponível e nosso planejamento de aula, visto que as regras propostas somente visam estabelecer tempo suficiente para que todos alunos possam jogar de maneira igual em relação ao tempo.</p>
<p>Se tivermos uma turma com 30 alunos e uma aula com 50 minutos para aplicar os famosos jogos coletivos basta fazermos uma adequação e um planejamento prévio para que possibilitemos aos nossos alunos um tempo de jogo razoável, de forma que todos joguem o mesmo tempo de jogo evitando comparações e reclamações freqüentes nessa idade.</p>
<p><strong>SUBSTITUIÇÕES: </strong></p>
<p>As substituições no mini-handebol, assim como no handebol, são ilimitadas, porem devemos seguir o mesmo conceito de usar uma área de substituição para as trocas, fazendo com que esta regra básica seja fixada já neste período de aprendizagem.</p>
<p><strong>REGRAS GERAIS DE QUADRA:</strong></p>
<p>As regras simples do handebol como máximo de 3 passos, duas saídas, faltas, cobranças de faltas, etc, devem ser mantidas principalmente na segunda fase do mini-handebol que vai dos 08 aos 10 anos de idade, assim a transição do mini-handebol para a categoria mirim será mais tranqüila principalmente em relação ao entendimento das regras. Todavia o bom censo na aplicação das regras deve ser observado em todos os momentos, visando até mesmo favorecer alguns alunos a obterem êxito em suas ações.</p>
<p>Uma das adaptações mais freqüentes usadas no mini-handebol é o do tempo em que o aluno pode segurar a bola, ao invés de 3 segundos, 5 segundos.</p>
<p>Outra adaptação é a de ignorar em certos momentos algumas falhas como dar duas saídas e dar mais de 3 passos com a bola na mão, principalmente na primeira fase do mini-handebol, visando não parar o jogo excessivamente e, assim com já dito, favorecer as ações de êxito dos alunos. É importante ao término de cada aula, ou mesmo no momento de cada infração, apontar os erros em relação às regras, fazendo com que pouco a pouco todas as regras sejam compreendidas por todos e aplicadas em sua totalidade nos jogos e atividades.</p>
<p>Em relação à faltas e punições devemos ser cuidados e pacientes ao extremo nesta fase, prevalecendo sempre a conversa e a instrução bem explicada. O favorecimento do deslocamento lateral, diagonal, ou seja, da mobilidade defensiva e individual nesta fase deve ser muito estimulada, assim como evitar fazer faltas mais grosseiras, e isto deve ser exaltado a todo momento pelo professor. Quando faltas mais graves ocorrerem cabe ao educador pontuar o erro e fazer com que os alunos não se atritem e entendem as ações.</p>
<p>Na primeira fase do mini-handebol os cartões e o 2 minutos devem ser evitados, já na segunda fase eles podem começar a aparecer até para que sejam compreendidos dentro do contexto do jogo, sempre com o cuidado de explicar com antecedência aos alunos cada tipo de punição.</p>
<p><strong>CONCLUSÃO:</strong></p>
<p>Devemos aplicar grande parte das regras do handebol, de modo simplificado e que seja entendido no contexto do jogo pelas crianças, fazendo com que a pratica do mini-handebol possibilite alem do desenvolvimento global um entendimento geral de quando, como e porque das principais regras do jogo, sempre de maneira positiva e didática.</p>
<p><strong>PRÓXIMO ARTIGO:</strong></p>
<p>No quarto artigo da série mini-handebol o tema será os tipos de jogos indicados para crianças de 6 a 10 anos, utilizando não só as referencias especificas para isto, mas indicações de fontes como Piaget, Wallon, Freire, etc.</p>
<p>Um grande abraço a todos os amigos do PORTAL DO HANDEBOL e até o próximo artigo.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Adaptando o espaço e materiais para o mini-handebol</title>
		<link>http://portaldohandebol.com/blog/index.php/2008/04/adaptando-o-espaco-e-materiais-para-o-mini-handebol/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 01:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As adaptações propostas neste artigo têm como objetivo maior mostrar principalmente aos professores e técnicos como podemos viabilizar e facilitar a prática e implantação do mini-handebol seja onde for, de forma que se formos criativos podemos aplicar as atividades nos mais diversos lugares, com ou sem material ideal e com números distintos de praticantes. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá amigos do handebol!</p>
<p>Assim como prometi a vocês aqui está o segundo artigo relacionado ao Mini-Handebol, que tratará um pouco das adaptações necessárias e possíveis para a prática das atividades em relação ao material utilizado, quadra, vestimenta, etc.</p>
<p>Espero que vocês tenham gostado do primeiro artigo sobre o mini-handebol, uma atividade que acredito ser de muita importância para o desenvolvimento e massificação do handebol em nosso país.</p>
<p>As adaptações propostas neste artigo têm como objetivo maior mostrar principalmente aos professores e técnicos como podemos viabilizar e facilitar a prática e implantação do mini-handebol seja onde for, de forma que se formos criativos podemos aplicar as atividades nos mais diversos lugares, com ou sem material ideal e com números distintos de praticantes.</p>
<p>Todas as adaptações deste artigo são sugeridas a partir do que a IHF e EHF ditam em seu manual oficial de Mini-Handebol publicado em 1994.</p>
<p><strong>Adaptações em relação ao espaço físico: </strong><br />
O campo de jogo sugerido pelo manual oficial da IHF mede 20 metros de comprimento e 13 de largura, sendo que a área do goleiro tem 5 metros, a linha do “7 metros” fica a 6 metros de distância da linha de gol e a linha pontilhada a 7 metros da linha de gol.<br />
Claro que se pudermos demarcar nossa quadra de mini-handebol dessa forma o jogo fica mais fácil e se aplica nos moldes mais recomendados, porém, não devemos nos ater a medidas oficiais e regras engessadas, o que vale na hora de aplicar o mini-handebol é fazer com que os princípios e regras básicas do handebol fiquem fáceis de entender e aplicar, assim como fazer com que o espaço disponível pelo professor seja adaptado para a prática da atividade da melhor forma.<br />
No livro brasileiro Manual de Mini-Handebol a autora Ana Lúcia Padrão dos Santos já sugere vários tipos de adaptações possíveis com alguns gráficos muito interessantes, como por exemplo, a adaptação de uma quadra oficial com 40m x 20m pode render 3 quadras de mini-handebol medindo 20m x 13m atendendo até mesmo as exigências da IHF, porém, se o professor não tem uma quadra oficial disponível o mesmo deve adaptar e otimizar o espaço físico disponível para que o máximo de jogos possam ser realizados ao mesmo tempo, fazendo com que ao invés das crianças jogarem 1 jogo com 20 minutos de duração durante uma aula por exemplo elas joguem 40 minutos, promovendo assim um maior estímulo do desenvolvimento global tanto almejado com a aplicação das atividades.<br />
Assim como em torneios realizados na Europa os campos de futebol adaptados podem render inúmeras quadras de mini-handebol; é claro que o nível de organização para fazermos as demarcações e administrar todas estas partidas simultâneas sugeridas requerem recursos pessoais grandes, porém, o estímulo e a dinamicidade de um evento deste porte pode ser considerada ímpar.<br />
Em relação à baliza e as demarcações do campo de jogo as possibilidades de adaptação são inúmeras e também não devem ser restritas as medidas oficiais sugeridas pelo manual da IHF. Quando temos a idéia de fazermos mais de um campo de jogo não devemos esquecer que ou devemos contar com balizas para todos estes campos ou nos preocupar em adaptar algumas de forma ideal para que estas não interfiram de modo negativo a prática da atividade.<br />
Tubos de PVC podem render ótimas balizas de mini-handebol, cones também podem ser uma adaptação rápida e simples, assim como também podemos desenhar em paredes as balizas, colocar fitas demarcatórias simulando balizas em alambrados e etc&#8230;<br />
As demarcações das linhas da quadra de jogo podem ser feitas de giz, tinta, fita crepe, cal (no caso de campos e terra) enfim, o que vale mais uma vez é a criatividade para adaptar o nosso espaço e material disponível em prol da prática da atividade.<br />
Resumindo, devemos adaptar o espaço e os materiais disponíveis com bom censo e de forma que possamos otimizar e possibilitar ao máximo a prática do mini-handebol e suas atividades.</p>
<p><strong>Adaptações de materiais utilizados para as atividades e jogos:</strong><br />
É vasta a possibilidade de utilização de inúmeros tipos de materiais e as aplicações destes nas atividades e jogos relacionados ao mini-handebol, e isto faz com que as aulas fiquem mais atrativas, interessantes e estimulantes para as crianças, pois proporcionam riqueza de possibilidades, variação de estímulos e novos desafios para os educandos, fator importante a ser considerado nesta fase de formação e desenvolvimento global dos pequenos.<br />
Geralmente, quando há possibilidade para tal, são utilizados durante as aulas bolas H1L, bolas de iniciação, cones, sinalizadores, bambolês, coletes coloridos, fitas e panos de diversas cores, cordas, etc&#8230;<br />
A pergunta neste artigo é: E se não temos estes materiais disponíveis? E a resposta é: Adapta-se.<br />
Se não temos bolas oficiais H1L, oferecemos a atividade com qualquer bola pequena e que quique de maneira parecida a bola de handebol; se o objetivo da atividade não envolve o drible podemos muito bem fazer bolas de papel e fita crepe (como as crianças fazem para brincar) e aplicar inúmeras atividades maravilhosas (de arremessos variados a jogos com passes).<br />
Na ausência de cones e sinalizadores usamos garrafas PET (que podem se pintadas ou não, conterem areia ou água para ficarem mais pesadas&#8230;), latas, marcamos os estímulos visuais com giz, etc&#8230;<br />
Se não temos bambolês improvisamos círculos desenhados com giz no chão e quando precisarmos usar os mesmos nas balizas ou em algum outro exercício, podemos utilizar mangueiras que com as pontas unidas e coladas improvisam este material e que torna os objetivos do professor e da aula viáveis de alguma forma.<br />
Coletes são ideais para visualização de equipes seja qual for a atividade aplicada, porém, se não contamos com a possibilidade de ter coletes, ou mesmo se temos este material em pouca quantidade a adaptação possível mais próxima para as crianças receberem o estímulo visual são fitas de algum tipo de tecido colorido como o tnt, que tem custo acessível e é simples de ser manuseado.<br />
Cordas não precisam ser de algum tamanho ou material específico dependendo da atividade, e pode ser substituído por barbantes, fios, etc&#8230;</p>
<p>Vale ressaltar que as possibilidades de aplicação de todas estas adaptações sugeridas devem ser pensadas e feitas de acordo com a realidade de cada professor e sua área de atuação.<br />
Devemos sempre ter o cuidado de montar um projeto e planos gerais de aula coerentes e sensatos antes mesmo de se pensar em montar e formar as turmas do mini-handebol seja onde for, caso contrário os objetivos propostos em cada atividade poderão ser extremamente comprometidos devido à falta de cuidado no preparo dos materiais físicos necessários para a aplicação das aulas.<br />
E como disse algumas vezes no artigo a criatividade e o empenho de cada profissional perante a este tipo de situação faz toda diferença.</p>
<p>Próximo artigo:<br />
Passada a fase de apresentação da atividade e de como podemos aplica-las em sua parte física trataremos da parte de aplicação de regras básicas e suas variantes em relação a ações e fundamentos simples do mini-handebol.</p>
<p>Um grande abraço a todos os amigos do PORTAL DO HANDEBOL e até o próximo artigo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mini-Handebol</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 23:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá amigos do handebol! Primeiramente gostaria de dizer que é uma enorme satisfação poder contribuir e escrever sobre um assunto que tanto amo e estudo, o mini-handebol, e faço minha as palavras do meu grande amigo e ex-professor Ivan Bruno Maziero, o Macarrão: “Estréia é sempre difícil, mesmo que seja como colunista!”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá amigos do handebol! Primeiramente gostaria de dizer que é uma enorme satisfação poder contribuir e escrever sobre um assunto que tanto amo e estudo, o mini-handebol, e faço minha as palavras do meu grande amigo e ex-professor Ivan Bruno Maziero, o Macarrão: “Estréia é sempre difícil, mesmo que seja como colunista!”.</p>
<p>Nesta sessão do PORTAL DO HANDEBOL abordarei um assunto ainda novo no campo da educação física e do handebol, que é o Mini-Handebol.</p>
<p>Esta atividade tão importante para a nossa modalidade será explicada, contada e ilustrada de maneira que todos (professores, técnicos, simpatizantes, atletas, etc&#8230;) possam entender a filosofia e os métodos de trabalho necessários para o trabalho com o mini-handebol.</p>
<p>Neste primeiro artigo trataremos de explicar o que é o Mini-handebol e um pouco do seu histórico no âmbito mundial e nacional.</p>
<p><strong>O QUE É O MINI-HANDEBOL? </strong></p>
<p>O Mini-Handebol é uma atividade de iniciação aos fundamentos e princípios do handebol, que visa trabalhar principalmente de forma lúdica todo o processo de ensino dos movimentos e aplicações dos mesmos aos jogos com bola.</p>
<p>As características do Mini-Handebol prezam pelo desenvolvimento global da criança, ou seja, desenvolvimento das capacidades e coordenações motoras, desenvolvimento cognitivo, estimular as percepções, promover a socialização, desenvolver a cooperatividade, entre outras coisas e tudo através de atividades que sejam agradáveis e prazerosas aos seus praticantes.</p>
<p>A principal filosofia do Mini-Handebol é esta: a de ser uma atividade que proporcione aos seus praticantes as condições e experiências mais positivas e ricas possíveis, sem se importar com treinamentos rígidos ou táticas, ou seja, o Mini-Handebol é uma atividade que deve ser incentivada a ser praticada com e por prazer.</p>
<p>Apesar de ser uma atividade relativamente nova, o Mini-Handebol é um trabalho muito realizado em diversos países da Europa, como Suécia, Dinamarca e Espanha, que, por exemplo, utilizam o Mini-Handebol como meio de atrair praticantes e de desenvolver as categorias de base do handebol cada vez mais cedo.</p>
<p>No Brasil a Confederação Brasileira de Handebol mantém desde o ano 2000 o projeto Mini-Handebol que através de parcerias formam núcleos de ensino nos mais remotos cantos do país, com a finalidade de fixação da modalidade em todo território nacional ao maior número de praticantes possível.</p>
<p><strong>HISTÓRICO DO MINI-HANDEBOL: </strong><br />
Nos meus tempos de graduação na querida Universidade Metodista de São Paulo, tive o prazer de ter como professor da cadeira de handebol o ilustre Ivan Bruno Maziero e como colegas de Trabalho de Conclusão de Curso (o temido TCC) os atletas e também estudantes da faculdade de Educação Física Adalberto Pereira da Silva (Jogador da Metodista/São Bernardo/Besni e por tantas vezes atleta da Seleção Brasileira de Handebol Adulta), David Augusto de Paula Nunes (também jogador da Metodista/São Bernardo/Besni e por tantas vezes atleta da Seleção Brasileira de Handebol Adulta) e Milton Geovani Bergamaschi (atualmente jogador da FAE / Blumenau / FMD de Santa Catarina e também várias vezes convocada para a Seleção Brasileira de Handebol Adulta), ou seja, um time e tanto ao dispor do mini-handebol o que faria todo mundo pensar que a tarefa, pelo conhecimento e bagagem dos cinco integrantes do projeto, fosse fácil&#8230; Errado!</p>
<p>Começando pela dificuldade de saber onde, como e porquê o mini-handebol foi criado, já que as várias informações disponíveis eram confusas e controversas&#8230;</p>
<p>Foi aí que tivemos a idéia de entrar em contato por e.mail com cada representante de cada federação dos países mais importantes dentro do cenário do nosso querido handebol: Suécia, Dinamarca, Alemanha, França, Portugal, Noruega, Rússia, Espanha, Suíça, etc&#8230;</p>
<p>Em um e.mail escrito em quatro idiomas (inglês, francês, espanhol e alemão) perguntávamos justamente sobre a história do mini-handebol, de forma que os dados coletados nos ajudassem a montar o texto.</p>
<p>Todos nos responderam muito bem e alguns mandaram até mesmo livrinhos da atividade para apreciação (caso dos representantes da Federação Suíça e Espanhola) e constatamos após vários relatos que, segundo o Sr. Peter Froeschl, membro da EUROPEAN HANDBALL FEDERATION (EHF), o Mini-Handebol surgiu oficialmente entre os dias 27 e 30 de Junho de 1996, durante o 2nd EHF Lecturer Course, realizado em Alany, na Turquia. Porém, ressaltamos que já no ano de 1994, em Viena – Áustria, a própria EUROPEAN HANDBALL FEDERATION (EHF), juntamente com a INTERNATIONAL HANDBALL FEDERATION (IHF) lançou um Manual de Mini-Handebol.</p>
<p>Todavia, Claus Rosembon membro da Federação Dinamarquesa de Handebol, fala que o Mini-Handebol é uma atividade mais antiga do que diz a própria EUROPEAN HANDBALL FEDERATION (EHF).</p>
<p>Conta o Sr. Claus que no início dos anos 70 alguns líderes do handebol dinamarquês achavam que o esporte infelizmente estava tomando rumos indesejados. O jogo não era muito popular entre as crianças, e era difícil promover o jogo às crianças, pais e escolas.</p>
<p>A partir deste fato pessoas em diferentes lugares do país tomaram a iniciativa de desenvolver um jogo que seria mais positivo e que de alguma forma conquistasse o interesse das crianças. As experiências tiveram como ponto comum desenvolver um jogo baseado em atividades que pudessem proporcionar um desenvolvimento físico e intelectual de cada indivíduo. O jogo foi pensado para ter os princípios do jogo de handebol, mas para ser mais divertido e atraente.</p>
<p>Coube então aos professores dinamarqueses Erik Skovsgaard e Freddy Hansen, incentivar e coordenar juntamente com outros profissionais da área, o processo de criação do Mini-Handebol na Dinamarca.</p>
<p>Em meados dos anos 70 as experiências visavam desenvolver linhas comuns para o jogo, ou seja, padronizar as diversas idéias e atividades propostas em toda Dinamarca. Então, em 1975, a Federação Dinamarquesa de Handebol fez um folder descrevendo pela primeira vez um jogo destinado a um grande número de crianças, e que tinha grande caráter lúdico e educativo.</p>
<p>Em 12 de Dezembro de 1976 durante o intervalo de um jogo internacional de handebol masculino, uma TV Dinamarquesa transmitiu um jogo de Mini-Handebol onde jogaram duas equipes, Hoejby SE e Gudbjerg-Oure-Gudme (GOG). Em 1977/78 a Funen s Handball Federation and Sealand s Handball Federation apresentaram os primeiros campeonatos de Mini-Handebol.</p>
<p>Cada vez mais clubes viram a oportunidade de introduzir o jogo de mini-handebol, fazendo com que crianças cada vez mais novas praticassem o jogo cada vez mais cedo. Nos anos seguintes à fundação do jogo, o mesmo passou por uma grande mudança, onde o jogo, antes caracterizado pela competição, passou a ter suas atitudes como princípio.</p>
<p>Hoje, 25 anos após a sua criação, o Mini-Handebol é um dos eventos mais bem sucedidos na história da Federação Dinamarquesa de Handebol. A maioria dos clubes concorda que o Mini-Handebol é uma parte importante de seu trabalho futuro, e que um grande e importante trabalho tem que ser realizado neste campo.</p>
<p>Pouco tempo atrás o texto enviado pelo membro da Federação Dinamarquesa foi descrito para o atual técnico do E.C. Pinheiros o dinamarquês Morten Soubak, que confirmou realmente que essa história é conhecida dentro do cenário europeu e que pouca gente sabe a verdadeira origem do mini-handebol como aqui está descrito.</p>
<p>No Brasil, como já dito antes, a própria Confederação Brasileira de Handebol criou o PROJETO PETROBRAS MINI-HAND DE INICIAÇÃO ESPORTIVA no ano 2000, onde leva a atividade para partes do país onde o handebol ainda não chegou ou precisa de incentivo para ser desenvolvido através de núcleos de mini-handebol, tudo com o objetivo de “oferecer uma oportunidade de prática esportiva formativa a crianças de comunidades de risco social, tendo como referência um esporte vencedor, que possibilita o desenvolvimento das capacidades e habilidades motoras das crianças na faixa etária de 08 a 12 anos, através de atividades lúdicas que auxiliam na formação integral do ser humano em suas relações consigo mesmo e com o mundo”.</p>
<p>Nos próximos artigos traremos para todos vocês um pouco das adaptações necessárias e possíveis para a prática do mini-handebol em relação ao material utilizado, quadra, vestimenta, etc&#8230;</p>
<p>Espero que tenham gostado desta primeira abordagem sobre o Mini-Handebol!</p>
<p>Dúvidas, críticas, sugestões e opiniões? djdiegomello@yahoo.com.br</p>
<p>Um grande abraço a todos !!!</p>
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