Três etapas básicas:
- SELEÇÃO PRELIMINAR E A ORGANIZAÇÃO DA PREPARAÇÃO INICIAL
- APERFEIÇOAMENTO
- ORIENTAÇÃO.
A primeira etapa tem como objetivo o aproveitamento da maior quantidade de talentos. Os critérios que determinam o aproveitamento das crianças e dos adolescentes estão relacionados com a estatura, peso e constituição corporal, etc., sendo a observação do treinador e professor de educação física elementos fundamentais para uma seleção oportuna no decorrer dos treinos, ou mesmo durante as aulas de educação física. O conhecimento empírico testemunha que na primeira etapa é muito difícil revelar o tipo ideal das crianças possuidoras das qualidades morfológicas, funcionais e psicológicas indispensáveis para a futura especialidade, já que o estágio de desenvolvimento dos jovens dificulta esse apuramento.
Na segunda etapa o jovem deve ser observado com maior profundidade. O treinador, com base nas observações anteriores, já reúne condições de avaliar os jovens de forma mais minuciosa, pois já teve a oportunidade de colher os dados nos treinos e nas competições. Os principais critérios nesta etapa constituem-se na análise do ritmo da evolução dos padrões de movimentos e desenvolvimento das capacidades motoras, possibilitando prever as metas possíveis a atingir no aperfeiçoamento desportivo.
Na terceira etapa é onde se determina a especialidade do jovem. Para isso, analisa-se o atleta cuidadosamente para aumentar a assertividade quando se determina a sua especialidade numa modalidade como o handebol. Nesta etapa de seleção, o treinador deve sustentar as suas decisões num conjunto de informação acerca do perfil atlético no âmbito da sua condição antropométrica, fisiológica, psicológica, sociológica, técnico-desportiva que determinam a capacidade para resolver problemas técnico-tácticos em situação de competição (antes, durante e depois) que, em última análise, é aquilo que determina o sucesso do talento desportivo. Por isso, quando o treinador olha para os atletas, sabe empiricamente que a seleção dos talentos que procura deve ter em conta a capacidade de operação de destrezas motoras, assimilação do conhecimento, persistência, maturidade, criatividade, solidariedade.
No caso específico do handebol observa-se uma quantidade exagerada de situações em que alguns treinadores que atuam no treino de crianças e adolescentes, por não respeitaram os perfis e os ritmos de desenvolvimento dos seus atletas os levam a abandonar precocemente a modalidade.
Se do ponto de vista do atleta o processo de desenvolvimento desportivo do talento se sustenta fundamentalmente na sua vontade e motivação para o trabalho, no que diz respeito ao treinador o sucesso desportivo a nível nacional e internacional obriga a um planejamento desportivo rigoroso, em todas as suas vertentes, projetando-se igualmente as perspectivas sociais e culturais a atingir. Assim, no sentido de se respeitarem os perfis e os ritos de desenvolvimento do talento desportivo bem como a necessidade de um planejamento que considere as diversas vertentes do processo devem ser consideradas três pontos fundamentais na formação de talentos:
- Formação básica deve-se iniciar por volta dos 10 anos, momento em que as crianças frequentam o 1º ciclo do ensino fundamental. Temos no entanto que tomar em atenção que, nesta etapa, não importa só a especialização dos atletas, é necessário que neste período as crianças e os adolescentes tenham experiência em várias modalidades, através da diversificação de atividades e a assimilação dos movimentos técnico-desportivos básicos. Estes são os aspectos mais significativos desta etapa.
- Treino específico, desenvolve-se dos onze aos 14/15 anos. Orienta-se para a aquisição progressiva e refinada de movimentos que possibilitam a execução de tarefas mais complexas durante o jogo. Oferecendo a oportunidade aos jovens de conhecer o jogo utilizando-se do seu potencial intelectual para a compreensão das ações técnico-tácticas, parece-nos ser a característica fundamental desta etapa.
- Treino de alto nível circunscreve-se necessariamente à especialização na modalidade, assim todo o treino é enfatizado para se trabalhar em equipe porque a partir do trabalho individual atingimos a formação dos sistemas funcionais como, por exemplo, o desenvolvimento da força, da resistência, da velocidade, da flexibilidade e da coordenação. Nesta etapa em que o fluxo de trabalho que estruturam os atos técnicos e tácticos em jogo já estão totalmente elegidos, deve se levar em conta uma questão fundamental: O talento dos atletas.
Neste quadro existe um conjunto de questões que cada treinador tem que ser capaz de responder as seguintes questões fundamentais:
- Treinar porquê?
- Treinar com quem?
- Treinar como?
- Treinar para quê?
- Objetivos?
- Metas (objetivos quantificados)?
- Treinar até quando?
- Treinar, e depois?
Mas tome muito cuidado treinador, responder todas as questões acima não o tornará um treinador que mereça o reconhecimento de todos, muito provavelmente você até já tenha respondido todas elas. O que conta mesmo em sua busca pela excelência nos treinamentos é o seu carácter. Sucesso a todos.
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1 comentário
jose carlos disse:
9 de setembro de 2010 em 0:00 (UTC -3)
iae valtão parabens vc foi um tecnico uto importante para mim valeu zézão!!!!