Olá amigos do handebol!
Assim como prometi a vocês aqui está o segundo artigo relacionado ao Mini-Handebol, que tratará um pouco das adaptações necessárias e possíveis para a prática das atividades em relação ao material utilizado, quadra, vestimenta, etc.
Espero que vocês tenham gostado do primeiro artigo sobre o mini-handebol, uma atividade que acredito ser de muita importância para o desenvolvimento e massificação do handebol em nosso país.
As adaptações propostas neste artigo têm como objetivo maior mostrar principalmente aos professores e técnicos como podemos viabilizar e facilitar a prática e implantação do mini-handebol seja onde for, de forma que se formos criativos podemos aplicar as atividades nos mais diversos lugares, com ou sem material ideal e com números distintos de praticantes.
Todas as adaptações deste artigo são sugeridas a partir do que a IHF e EHF ditam em seu manual oficial de Mini-Handebol publicado em 1994.
Adaptações em relação ao espaço físico:
O campo de jogo sugerido pelo manual oficial da IHF mede 20 metros de comprimento e 13 de largura, sendo que a área do goleiro tem 5 metros, a linha do “7 metros” fica a 6 metros de distância da linha de gol e a linha pontilhada a 7 metros da linha de gol.
Claro que se pudermos demarcar nossa quadra de mini-handebol dessa forma o jogo fica mais fácil e se aplica nos moldes mais recomendados, porém, não devemos nos ater a medidas oficiais e regras engessadas, o que vale na hora de aplicar o mini-handebol é fazer com que os princípios e regras básicas do handebol fiquem fáceis de entender e aplicar, assim como fazer com que o espaço disponível pelo professor seja adaptado para a prática da atividade da melhor forma.
No livro brasileiro Manual de Mini-Handebol a autora Ana Lúcia Padrão dos Santos já sugere vários tipos de adaptações possíveis com alguns gráficos muito interessantes, como por exemplo, a adaptação de uma quadra oficial com 40m x 20m pode render 3 quadras de mini-handebol medindo 20m x 13m atendendo até mesmo as exigências da IHF, porém, se o professor não tem uma quadra oficial disponível o mesmo deve adaptar e otimizar o espaço físico disponível para que o máximo de jogos possam ser realizados ao mesmo tempo, fazendo com que ao invés das crianças jogarem 1 jogo com 20 minutos de duração durante uma aula por exemplo elas joguem 40 minutos, promovendo assim um maior estímulo do desenvolvimento global tanto almejado com a aplicação das atividades.
Assim como em torneios realizados na Europa os campos de futebol adaptados podem render inúmeras quadras de mini-handebol; é claro que o nível de organização para fazermos as demarcações e administrar todas estas partidas simultâneas sugeridas requerem recursos pessoais grandes, porém, o estímulo e a dinamicidade de um evento deste porte pode ser considerada ímpar.
Em relação à baliza e as demarcações do campo de jogo as possibilidades de adaptação são inúmeras e também não devem ser restritas as medidas oficiais sugeridas pelo manual da IHF. Quando temos a idéia de fazermos mais de um campo de jogo não devemos esquecer que ou devemos contar com balizas para todos estes campos ou nos preocupar em adaptar algumas de forma ideal para que estas não interfiram de modo negativo a prática da atividade.
Tubos de PVC podem render ótimas balizas de mini-handebol, cones também podem ser uma adaptação rápida e simples, assim como também podemos desenhar em paredes as balizas, colocar fitas demarcatórias simulando balizas em alambrados e etc…
As demarcações das linhas da quadra de jogo podem ser feitas de giz, tinta, fita crepe, cal (no caso de campos e terra) enfim, o que vale mais uma vez é a criatividade para adaptar o nosso espaço e material disponível em prol da prática da atividade.
Resumindo, devemos adaptar o espaço e os materiais disponíveis com bom censo e de forma que possamos otimizar e possibilitar ao máximo a prática do mini-handebol e suas atividades.
Adaptações de materiais utilizados para as atividades e jogos:
É vasta a possibilidade de utilização de inúmeros tipos de materiais e as aplicações destes nas atividades e jogos relacionados ao mini-handebol, e isto faz com que as aulas fiquem mais atrativas, interessantes e estimulantes para as crianças, pois proporcionam riqueza de possibilidades, variação de estímulos e novos desafios para os educandos, fator importante a ser considerado nesta fase de formação e desenvolvimento global dos pequenos.
Geralmente, quando há possibilidade para tal, são utilizados durante as aulas bolas H1L, bolas de iniciação, cones, sinalizadores, bambolês, coletes coloridos, fitas e panos de diversas cores, cordas, etc…
A pergunta neste artigo é: E se não temos estes materiais disponíveis? E a resposta é: Adapta-se.
Se não temos bolas oficiais H1L, oferecemos a atividade com qualquer bola pequena e que quique de maneira parecida a bola de handebol; se o objetivo da atividade não envolve o drible podemos muito bem fazer bolas de papel e fita crepe (como as crianças fazem para brincar) e aplicar inúmeras atividades maravilhosas (de arremessos variados a jogos com passes).
Na ausência de cones e sinalizadores usamos garrafas PET (que podem se pintadas ou não, conterem areia ou água para ficarem mais pesadas…), latas, marcamos os estímulos visuais com giz, etc…
Se não temos bambolês improvisamos círculos desenhados com giz no chão e quando precisarmos usar os mesmos nas balizas ou em algum outro exercício, podemos utilizar mangueiras que com as pontas unidas e coladas improvisam este material e que torna os objetivos do professor e da aula viáveis de alguma forma.
Coletes são ideais para visualização de equipes seja qual for a atividade aplicada, porém, se não contamos com a possibilidade de ter coletes, ou mesmo se temos este material em pouca quantidade a adaptação possível mais próxima para as crianças receberem o estímulo visual são fitas de algum tipo de tecido colorido como o tnt, que tem custo acessível e é simples de ser manuseado.
Cordas não precisam ser de algum tamanho ou material específico dependendo da atividade, e pode ser substituído por barbantes, fios, etc…
Vale ressaltar que as possibilidades de aplicação de todas estas adaptações sugeridas devem ser pensadas e feitas de acordo com a realidade de cada professor e sua área de atuação.
Devemos sempre ter o cuidado de montar um projeto e planos gerais de aula coerentes e sensatos antes mesmo de se pensar em montar e formar as turmas do mini-handebol seja onde for, caso contrário os objetivos propostos em cada atividade poderão ser extremamente comprometidos devido à falta de cuidado no preparo dos materiais físicos necessários para a aplicação das aulas.
E como disse algumas vezes no artigo a criatividade e o empenho de cada profissional perante a este tipo de situação faz toda diferença.
Próximo artigo:
Passada a fase de apresentação da atividade e de como podemos aplica-las em sua parte física trataremos da parte de aplicação de regras básicas e suas variantes em relação a ações e fundamentos simples do mini-handebol.
Um grande abraço a todos os amigos do PORTAL DO HANDEBOL e até o próximo artigo.
Sem posts relacionados.
1 comentário
хостинг disse:
21 de novembro de 2009 em 8:11 (UTC -3)
ler todo o blog, muito bom